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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Breves comentários sobre o "temível" aquecimento global

O Protocolo de Quioto, começa a ser discutido quase uma década antes de ser formalizado em um acordo em 1997, que propos a redução da emissão de gases do efeito estufa, considerados um dos responsáveis pelo tão temido aquecimento global. O Acordo buscou estimular diversas iniciativas para este propósito: estimular o uso de fontes de energia renováveis, proteção das florestas e matas, consumo consciente, créditos de carbono e outros mecanismos. Há também um cronograma de ação para que os níveis de emissão entre 2008-2012 sejam menores do que os níveis de 1990.
Embora existam inúmeras previsões e estudos sobre o que pode acontecer ou não, dependendo das ações tomadas, nem sempre falam a mesma coisa, o que acaba confundindo a maioria das pessoas que não acompanham o tema e são informadas pelos meios de comunicação que não consegue esclarecer as dúvidas ou aprofundar a discussão. A falta de informação, ou como acontecesse hoje, a falta de interesse e falta de cultura para buscar informações mais confiáveis prejudicam o debate, mesmo que haja "excessos" de informações.
O que é importante e essencial também depende das informações disponíveis e da confiabilidade das fontes, como saber se a situação atual é realmente alarmante? Como saber que devemos nos esforçar mais para evitar uma tragédia no futuro? Em quem ou no que devemos acreditar? Todas estas e muitas outras questões são apresentadas e fazem parte do nosso cotidiano, mas nem sempre as perguntamos. Ocasionalmente aceitamos o que ouvimos e que nos é dito e até mesmo reproduzimos certas informações sem fundamentos ou base.
O mostro hoje conhecido como "aquecimento global" deve ser desmistificado antes de ser combatido e para isso não basta saber que o planeta Terra vai, segundo estudos, aumentar alguns graus Celsius (alguns indicam de 1 a 3 graus) nos próximos 20 a 50 anos sem saber as implicações. Estes dados podem parecer alarmantes ou não dependendo do referencial, o que 1 ou mesmo 3 graus Celsius significam para uma pessoa? E para um animal? E para uma planta? Como afeta o oceano, os ventos? Enfim, a vida de forma geral.
O aquecimento global é um fator natural que foi um dos responsáveis pelo surgimento da vida no planeta, o que preocupa é um aumento "não-natural" e excessivo deste aquecimento e suas implicações. A principal causa disto é a ação humana, embora esta afirmação seja questionada, a ação humana é questionada por ser um dos maiores fatores das mudanças que ocorreram nos últimos séculos, não só no ambiente e na sociedade como nos processos e desenvolvimentos tecnológicos. Por isso a busca de mecanismos para controlar ou reverter impactos negativos dos humanos. Os diversos tratados buscam normatizar as ações humanas e visam a cooperação em torno de um tema comum. Infelizmente ainda são poucos e nem sempre eficientes, pois não contam com mecanismos de governança e de controle e dependem das ações dos que estão envolvidos nestes tratados e dos interesses e preocupações tanto nos governos como cidadãos.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Metáforas, mitos e encontros sobre as diversas formas de pensar e os diversos pensamentos ambientais.

Já se perdeu pelo título? Achou o título confuso? Muito a se pensar ou questionar ou apenas um monte de "lorotas"? Talvez, mas vamos a exposição e explicação dos motivos deste texto: Para ser mais fácil compreender vamos começar pelo final - Há diversos pensamentos e diversas formas de pensar as questões e os desafios ambientais, isso é um fato: a própria definição de ambiente e quais são os principais problemas e as ordens e prioridades a serem consideradas varia de pessoa para pessoa. Como então falar sobre o que é certo e qual a solução a ser tomada?
Vamos nos lembrar que as soluções são múltiplas e os caminhos variados, achar que há apenas um modo de agir e uma forma de pensar é cair em um erro drástico, também não significa que muitos dos caminhos e pensamentos não possam levar a lugares próximos.
Um exemplo pode ser mais interessante neste momento. Vamos considerar a questão da poluição: Há muitas variáveis envolvidas, muitos problemas a serem considerados. Quais as causas e consequências da poluição? O que podemos fazer ou qual a melhor forma para evitar ou diminuir este problema? É mesmo um problema? Podemos viver sem ela ou há um ponto em que "precisamos" dela? Inúmeras outras questões e considerações mais específicas podem ser feitas. Mas para nosso propósito fica claro o quão extensa a discussão pode chegar, isso se considerarmos uma definição só e um só tema.
Mas o que as inúmeras propostas e discussões que encontramos nas questões ambientais tem a ver com as metáforas, mitos? Vamos continuar com o tema poluição. Se considerarmos que há mais problemas do que benefícios com o que acontece hoje em dia é comum que se tente fazer algo a respeito e em diversos setores da sociedade. Os mitos e metáforas se ligam a ramos culturais, políticos e acadêmicos, escritores, contadores de história, jornalistas e muitos outros podem ser capazes de criar, narrar, divulgar e debater fábulas, "boatos", lendas, fatos que ao chegar nos ouvidos do grande público ou da massa, ou da sociedade, com queira nos classificar fora de um espaço específico ela pode virar uma teoria da conspiração (afinal quem não ouviu falar de mutações através de despejos químicos e tóxicos em determinada região, geralmente isolada, de um certo país em algum tempo)..
Todas as, ou pelo menos as melhores e mais divulgadas, histórias são aquelas que misturam fatos verídicos com
contos e fábulas com uma moral embutida: um pequeno acaso pode levar o ato de poluir a consequências desastrosas e prejudiciais, criando monstros, epidemias, até o fim do mundo. O número de doenças modernas envolvendo a poluição são inúmeras, afinal são vários os tipos de poluição também, já se ouviu falar em doenças e alergias causadas por ondas de rádio e eletromagnéticas - ainda não há provas, mas os pacientes crescem a cada dia.
Mitos e metáforas são excelentes para ensinar pessoas de qualquer idade, dentro destes contos fabulosos existem verdades e argumentos que podem ser mais contundentes e aceitos que teses e comprovações científicas. Isso ajuda a aceitar e mostrar certas situações de uma forma mais subjetiva e, às vezes, mais "sentimental", necessário para facilitar a discussão. Estas visões que são mostradas, são particulares e tendenciosas, mesmo que sejam muito bem explicadas, defesas contundentes e apaixonadas ainda são visões particulares (de indivíduos ou grupos) que podem ou não ser aceitas pela maioria da sociedade.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Desejos, considerações e reflexões ao começo de mais um ano

O ano que passou (2008) nos mostrou muitas possibilidades e oportunidades para a questão ambiental, assim como os anos anteriores a estes, infelizmente muitas destas supostas oportunidades não foram aproveitadas, pelo menos não como poderiam ser. Mas é de se esperar que a situação melhore. Temos pela frente muitas opções a serem tomadas, nós enquanto sociedade não podemos ignorar assuntos tão importantes e que se relacionam direta ou indiretamente com o debate ambiental: educação, saúde, fome, trabalho, lazer, paz, segurança, integração, cultura, etc. E cada um destes pontos deve ser levado em consideração.
Não podemos ignorar a educação, conhecimentos, saberes, cultura, conscientização e práticas que afetam a todos, especialmente as gerações que ainda nem existem. Para isso é preciso que outras preocupações prioritárias sejam englobadas nesta discussão: não há saúde que dure sem um espaço e um ambiente propício e equilibrado (vide novas doenças que surgem); não há condições dignas de vida sem o acesso a recursos básicos e de qualidade: transporte, hospitais, escolas, repartições e agências governamentais entre outras; dignidade e principalmente respeito em todos os fatores citados e também sobre muitos que não foram ditos, mas é importante para alguém.
Aliás, Respeito é um tema que deve ser levado mais em conta e mais a sério. Pode parecer algo comum, mas é uma forma mais eficiente de se preservar algo, seja um relacionamento, uma amizade ou mesmo o ambiente. Respeito não é ser temerário ou subordinado, capacho ou algo do gênero: "Respeitar para ser respeitado" é quase uma frase do dito comum e tem muito sentido, afinal de contas o respeito para a convivência social deve ser mútuo. Respeito é uma política de boa vizinhança, independente de qual ou quem seja, inanimada ou não. E sempre deve começar com você mesmo - sem respeito próprio, como haverá chances de respeitar algo ou mesmo ao próximo?
Vivemos em uma sociedade complexa, diferenciada por costumes, regiões, economias, políticas, culturas, histórias, práticas, ideais e ideias que são expressas de uma forma singular e que podem sofrer mutações e adaptações ao longo do tempo. Mas compartilhamos coisas em comum, não apenas o fator "humano", mas também o planeta "Terra", que por maior que seja é um só, também em suas inter-relações bio-fisio-químico complexas. Fazemos parte deste sistema tanto quanto as baratas ou formigas, mesmo que pareça para nós algo nojento para algumas pessoas. Se nos expressamos e raciocinamos diferentes, se dominamos tecnologias e a própria "natureza", como alguns pensam, isso não vem ao caso aqui. O importante é perceber que ainda assim pertencemos a esse sistema global.
Dada estas considerações, espero que 2009 seja um ano melhor, de mais atitudes, de mais respeito, de mais amor. Sim, amor é uma forma de respeito, admiração, carinho e atenção, necessário a todos os seres. Com suas mais variadas formas de expressão. Enfim, temos a discussão do clima com o pós-Protocolo de Quioto a ser discutido; (Bio)Pirataria; Transgênicos e Organismo Geneticamente Modificados; Tecnologias Nucleares e Energias Alternativas; Educação, Ciência e Cultura para a Sustentabilidade. etc. etc. Discussões que estão em diferentes caminhos, mas que se encontram em diversos pontos e precisam de uma interação maior: multi, poli transdisciplinar, transversal e transparente, constante, ética, justa e responsável.
Espero que sejam encaminhadas medidas e ações mais efetivas e eficientes que todos possam contribuir já é o começo!

sábado, 20 de dezembro de 2008

O "Ser" Sustentável é uma ideia, um conceito ou uma possibilidade?

Pensar a Sustentabilidade não é uma tarefa simples. Principalmente quando não sabemos realmente o que é ou não "sustentável". Para simplificar o pensamento e levar a uma reflexão maior, vou usar a definição mais aplicada no termo "desenvolvimento sustentável" - que é atender as necessidades presentes pensando e garantido a qualidade de vida das gerações futuras (idéia presente no Relatório Brundtland, intitulado Nosso Futuro Comum de 1987).
Não basta apenas considerar as gerações futuras, é preciso pensar na situação atual, na questão ética, política, social, cultural, enfim, em todos os aspectos que envolvem nossas vidas. Hoje em dia o termo "sustentável", comumente aplicado em diversos planos, idéias, propagandas, metas que envolvem diversos lugares, pessoas, culturas e sociedades, mas será que a definição, o entendimento, a vontade, a aplicação e o comprometimento é o mesmo? Não podemos esquecer que as pessoas por mais que vivam em sociedades e compartilhem muitas coisas, locais e experiências são únicas e tem noções e idéias "individuais" - mesmo que algumas delas sejam compartilhadas por outros tantos indivíduos é difícil todas serem - e sua intensidade e importância também variam. São vários fatores a serem considerados e que passam a ser relevantes
Mas a idéia deste texto não é ser pessimista, mas aproveitar para ressaltar as possibilidades que a Sustentabilidade nos apresenta. Não apenas uma forma de desenvolvimento humano e tecnológico, mas considerando a responsabilidade, a ética, o futuro, culturas e sociedades que fazem parte dos diversos processos e práticas cotidianas. A questão ambiental também é, como já disse, uma questão pessoal e por isso a importância da conscientização nos diversos níveis: familiar, local, global, nacional, internacional, interestatal, acadêmico, governamental, escolar etc. Pensar e agir sustentavelmente é um trabalho em progresso, em constante
transformação e adaptação que não pode parar, mesmo quando for eficaz e eficiente bastante para ser algo "comum".