O programa Plano MTV é muito bom e merece ser visto. A relação entre a Sustentabilidade e diversos temas é muito interessante e instrutivo.
Acessem http://mtv.uol.com.br/plano
O objetivo é desenvolver o pensamento sobre a questão ambiental - as diversas perspectivas envolvidas e os debates gerados pela temática.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Parece que o sentido de urgência não é tão urgente assim.. O consumo como exemplo
A questão ambiental teve um período de euforia e crescimento entre os anos 1980 e 1990, principalmente da preparação da ECO-92 e após suas resoluções. Mesmo com diversos entraves e concessões durante a reunião, houve avanços signficativo das discussões ea ações ambientais em uma Conferência das Nações Unidas - que foi a segunda nesses moldes e amplitude, vinte anos após a realização da primeira e em um sistema internacional diferente de antes, com mudanças recentes e ainda não muito bem estabelecidas. Assim, mostrava-se promissor pensar a qualidade de vida dessa e das próximas gerações.
Infelizmente, parece que nos últimos anos essas preocupações, ainda que ainda existentes, estão mais diluídas. Isso quer dizer que o senso de urgência da questão ambiental nos fins do século XX parecem ter diminuído no fim da primeira década do século XXI. Será essa uma realidade? Ou é apenas impressão?
É fato que as quantidades de projetos, produtos e ações envolvendo a questão ambiental e principalmente os riscos da mudança climática sejam hoje muito maiores do que na década retrasada. Que os processos industriais queiram ser cada vez menos poluentes e mais sustentáveis, mesmo que por motivos de marketing vem se aumentando. Aí o problema é saber se são só propagandas e distorções da realidade ou uma efetiva mudança no comportamento empresarial e do consumidor. Além de levar em conta o que se pensa em Sustentabilidade, pois pode significar coisas diferentes...
Um exemplo simples: Uma determinada fábrica que coloca em suas embalagens o adjetivo "eco" em seus produtos dá a entender que é um produto que é feito através de um processo sustentável, quando na verdade não o é. Isso por uma série de questões e uma delas é o fator de compensação. Não é necessariamente o produto que deixou de ser poluente ou que degrade a natureza, mas houve algum tipo de política compensatória, como políticas de reflorestamento. E assim um produto "eco" será compensado (através do reflorestamento) de sua poluição presente em um futuro não definido.
Outras questões também devem ser consideradas como qualidade de vida dos empregados, uso consciente dos recursos, reciclagem otimização e gerenciamento que fazem parte do cotidiano das empresas e não apenas dos produtos. Não adianta muito falar em um produto ecológico, se os trabalhadores que fazem esse produto estão em condições precárias de trabalho, salário e segurança.
Mas as informações que o público e o consumidor têm são bem limitadas nesse sentido. As propagandas enganosas nos fazem pensar que certo produto está dentro de um padrão de Sustentabilidade. Mas cada um parece ter um padrão próprio ou uma noção, no mínimo peculiar, do que é Sustentabilidade e o que se deve fazer para que consegui-la.
Nesse percurso acabamos nos tornando reféns de uma indústria perversa que mascaram e maquiam seus velhos produtos poluidores e ultrapassados com roupagens "eco" e "sustentável". A falta de informação e a falta de vontade por mais informações corretas acabam facilitando a ocorrência dessas situações. E o que precisaria ser revisto, cuidado e melhorado acabam ficando de lado. As preocupações de antes são amenizadas, mesmo que os problemas ainda sejam os mesmos, apenas mascarados e deixados de lado.
Infelizmente, parece que nos últimos anos essas preocupações, ainda que ainda existentes, estão mais diluídas. Isso quer dizer que o senso de urgência da questão ambiental nos fins do século XX parecem ter diminuído no fim da primeira década do século XXI. Será essa uma realidade? Ou é apenas impressão?
É fato que as quantidades de projetos, produtos e ações envolvendo a questão ambiental e principalmente os riscos da mudança climática sejam hoje muito maiores do que na década retrasada. Que os processos industriais queiram ser cada vez menos poluentes e mais sustentáveis, mesmo que por motivos de marketing vem se aumentando. Aí o problema é saber se são só propagandas e distorções da realidade ou uma efetiva mudança no comportamento empresarial e do consumidor. Além de levar em conta o que se pensa em Sustentabilidade, pois pode significar coisas diferentes...
Um exemplo simples: Uma determinada fábrica que coloca em suas embalagens o adjetivo "eco" em seus produtos dá a entender que é um produto que é feito através de um processo sustentável, quando na verdade não o é. Isso por uma série de questões e uma delas é o fator de compensação. Não é necessariamente o produto que deixou de ser poluente ou que degrade a natureza, mas houve algum tipo de política compensatória, como políticas de reflorestamento. E assim um produto "eco" será compensado (através do reflorestamento) de sua poluição presente em um futuro não definido.
Outras questões também devem ser consideradas como qualidade de vida dos empregados, uso consciente dos recursos, reciclagem otimização e gerenciamento que fazem parte do cotidiano das empresas e não apenas dos produtos. Não adianta muito falar em um produto ecológico, se os trabalhadores que fazem esse produto estão em condições precárias de trabalho, salário e segurança.
Mas as informações que o público e o consumidor têm são bem limitadas nesse sentido. As propagandas enganosas nos fazem pensar que certo produto está dentro de um padrão de Sustentabilidade. Mas cada um parece ter um padrão próprio ou uma noção, no mínimo peculiar, do que é Sustentabilidade e o que se deve fazer para que consegui-la.
Nesse percurso acabamos nos tornando reféns de uma indústria perversa que mascaram e maquiam seus velhos produtos poluidores e ultrapassados com roupagens "eco" e "sustentável". A falta de informação e a falta de vontade por mais informações corretas acabam facilitando a ocorrência dessas situações. E o que precisaria ser revisto, cuidado e melhorado acabam ficando de lado. As preocupações de antes são amenizadas, mesmo que os problemas ainda sejam os mesmos, apenas mascarados e deixados de lado.
domingo, 11 de outubro de 2009
Informações, manipulações, desilusão.
Um velho ditado ou a sabedoria popular tem por trás uma moral, uma visão de mundo, uma história, mas ao longo do tempo perdeu-se o contexto e as maiores referências e se transformou em um dito popular em que continuam a existir uma certa moral, mas agora com roupagem de verdade universal e imutável de tanto serem repetidos.
A história do petróleo nas nossas vidas tem relação com o ditado acima, mas de certa forma invertida: "nem tudo que é ouro, reluz". Sim, o também conhecido ouro negro. Produto primário para milhares de produtos utilizados no nosso cotidiano e sem perceber, não só combustível, mas o plástico, borracha e uma série e outros derivados. A indústria petroquímica vem se desenvolvendo no último século e é o setor estratégico e muitos países e quase todas as sociedades são dependentes desse produto. Claro que a intensidade dessa dependência varia e nem todas as pessoas utilizam produtos a base de petróleo, mas essas são cada vez mais raras.
Isso não significa que não existam também cada vez mais alternativas como os combustíveis e materiais desenvolvidos através de plantas e outros tipos de materiais e também a própria reciclagem. Ainda assim, esses materiais e métodos alternativos são ainda pouco aplicáveis em escala comercial necessárias para substituir o 'ouro negro', são vários os motivos, seja pelo alto custo, pela falta de investimento ou interesses diversos, entre uma série de outros fatores.
Outra questão é o tempo, há mais de um século que o petróleo e seus derivados vem ganhando espaço e dominando as bases industriais. A preocupação ambiental contemporânea tem se expandido há pouco mais de quatro décadas e sofrendo para se estabelecer, nos mais diversos setores. Podemos até mesmo dizer que a questão ambiental ainda não se estabeleceu como prioridade para muitas pessoas, empresas e sociedades e os motivos vão desde a falta de conhecimento e perspectivas até interesses diversos, medo de mudança e perda de status, entre outros.
Ainda temos o problema do discurso, da adequação e aceitação. Só dizer que algo é importante, não quer dizer que se está fazendo algo a respeito. As propagandas e o uso indiscriminado da palavra 'eco' como adjetivação de um produto nem sempre pode corresponder a realidade da sua produção. Isso também é motivado pela falta de uma aceitação e visão única do que é ser Sustentável e ecológico. Não é ruim que haja diversas visões, mas a falta de diálogo e interação entre essas visões é o que preocupa.
Muitas vezes nem mesmo se pode falar em um senso ou base comum entre eles. Como se pode falar em uma sociedade mais justa e sustentável sem uma interação e integração igualitária e participativa? Sem uma solidariedade comum e universal? Sem uma vida digna, plena, livre e decente? Não é a igualdade homogênea, nem impositiva, nem a solidariedade por pena ou hierárquica, ou uma vida sem regras, leis e respeito.
Como foi dito acima sobre a questão de que nem tudo que é ouro reluz, quer dizer justamente a respeito do que é importante e essencial para a sociedade como um todo. Se o petróleo ganhou o status e a importância atualmente para ser considerado como ouro, diz respeito não só a suas propriedades e características, mas também sobre a visão de mundo e interesses que consolidaram essa importância. O próprio ouro pode ser questionado sobre sua importância e valor.
Isso quer dizer que é a importância que torna um tipo de metal ou algo fossilizado é produto de um tempo, de contexto, de seu uso, mas também é indispensável para isso a aceitação do ser humano. Se o ouro tem o status e a importância que tem hoje é por que a maioria de nós aceita que o ouro tenha esse valor e importância. Lembremos para isso a Ilha utópica de Thomas Morus (ou Thomas More) em que quase não se usa dinheiro, ou melhor, quase não há utilidade para ele e que ouro e pedras preciosas são marcas dos escravos e criminosos.
A história do petróleo nas nossas vidas tem relação com o ditado acima, mas de certa forma invertida: "nem tudo que é ouro, reluz". Sim, o também conhecido ouro negro. Produto primário para milhares de produtos utilizados no nosso cotidiano e sem perceber, não só combustível, mas o plástico, borracha e uma série e outros derivados. A indústria petroquímica vem se desenvolvendo no último século e é o setor estratégico e muitos países e quase todas as sociedades são dependentes desse produto. Claro que a intensidade dessa dependência varia e nem todas as pessoas utilizam produtos a base de petróleo, mas essas são cada vez mais raras.
Isso não significa que não existam também cada vez mais alternativas como os combustíveis e materiais desenvolvidos através de plantas e outros tipos de materiais e também a própria reciclagem. Ainda assim, esses materiais e métodos alternativos são ainda pouco aplicáveis em escala comercial necessárias para substituir o 'ouro negro', são vários os motivos, seja pelo alto custo, pela falta de investimento ou interesses diversos, entre uma série de outros fatores.
Outra questão é o tempo, há mais de um século que o petróleo e seus derivados vem ganhando espaço e dominando as bases industriais. A preocupação ambiental contemporânea tem se expandido há pouco mais de quatro décadas e sofrendo para se estabelecer, nos mais diversos setores. Podemos até mesmo dizer que a questão ambiental ainda não se estabeleceu como prioridade para muitas pessoas, empresas e sociedades e os motivos vão desde a falta de conhecimento e perspectivas até interesses diversos, medo de mudança e perda de status, entre outros.
Ainda temos o problema do discurso, da adequação e aceitação. Só dizer que algo é importante, não quer dizer que se está fazendo algo a respeito. As propagandas e o uso indiscriminado da palavra 'eco' como adjetivação de um produto nem sempre pode corresponder a realidade da sua produção. Isso também é motivado pela falta de uma aceitação e visão única do que é ser Sustentável e ecológico. Não é ruim que haja diversas visões, mas a falta de diálogo e interação entre essas visões é o que preocupa.
Muitas vezes nem mesmo se pode falar em um senso ou base comum entre eles. Como se pode falar em uma sociedade mais justa e sustentável sem uma interação e integração igualitária e participativa? Sem uma solidariedade comum e universal? Sem uma vida digna, plena, livre e decente? Não é a igualdade homogênea, nem impositiva, nem a solidariedade por pena ou hierárquica, ou uma vida sem regras, leis e respeito.
Como foi dito acima sobre a questão de que nem tudo que é ouro reluz, quer dizer justamente a respeito do que é importante e essencial para a sociedade como um todo. Se o petróleo ganhou o status e a importância atualmente para ser considerado como ouro, diz respeito não só a suas propriedades e características, mas também sobre a visão de mundo e interesses que consolidaram essa importância. O próprio ouro pode ser questionado sobre sua importância e valor.
Isso quer dizer que é a importância que torna um tipo de metal ou algo fossilizado é produto de um tempo, de contexto, de seu uso, mas também é indispensável para isso a aceitação do ser humano. Se o ouro tem o status e a importância que tem hoje é por que a maioria de nós aceita que o ouro tenha esse valor e importância. Lembremos para isso a Ilha utópica de Thomas Morus (ou Thomas More) em que quase não se usa dinheiro, ou melhor, quase não há utilidade para ele e que ouro e pedras preciosas são marcas dos escravos e criminosos.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Somos mais próximos do gado do que roedores. A salvação pela tecnologia...
Segundo pesquisa divulgada recentemente e também publicada hoje pela Folha de S. Paulo no seu caderno ciência (Genoma do gado visa carne melhor - reportagem de Eduardo Geraque e Eduardo Scolese - pg. A12). O genoma do gado foi mapeado e constatado que dos 22 mil genes, 80% são semelhantes ao dos humanos, mais próximo dos que os roedores (que são usados em diversos testes laboratoriais com impacto direto para a criação de drogas e tratamentos para os humanos). A notícia enfatiza, de certa forma, o aspecto inovador da pesquisa e que aponta entre as diversas aplicações deste novo conhecimento como melhoria na carne e leite, até mesmo vacas que emitem menos gás metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa. Mas algumas indagações surgem, talvez um tanto superficiais dado que estou me baseando apenas na reportagem e não no estudo em si, como será que estamos presenciando o início do fim da carne de “segunda”? Adeus “stroggobofe”? Outras mais filosófico-conceituais como será que os indianos estavam certos ao adorar a vaca? Servirá de justificativa ‘genético-espiritual’ para os puristas, vegetarianos e outros grupos “não-carnívoros” contra o consumo de carne bovina? Muitas outras questões são colocadas com a divulgação deste estudo que vai além do quesito comercial e tecnológico.
Ainda deve haver um longo caminho até que esta pesquisa se consolide e seja aplicado, embora o pesquisador entrevistado pelo jornal, o veterinário José F. Garcia da Unesp de Araçatuba, tenha afirmado que “ Esses dados são para aplicação imediata”. Temos que considerar que este estudo é resultado de seis anos, ainda há muito para ser analisado, o mapa genético é um primeiro passo. Mas um passo que deve ser visto também com cautela. As questões que apresentei até agora podem até ser vistas com e como deboche, mas não por isso deve ser tirada sua validade nem a importância de se pensá-las.
Não quero tornar este debate um juízo de valores fechado e tirar a validade destes tipos de pesquisas que são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e até mesmo de uma sociedade mais justa e sustentável. Por que não? A sociedade vem em ritmo e dinamismo acelerado e as mudanças podem estar acontecendo em uma velocidade maior do que pode ser percebido pelos humanos (tese defendida por alguns sociólogos, filósofos e estudiosos nos mais diversos campos).
Há certa perversidade quando separamos conhecimento e a aplicação deste mesmo. A engenhosidade e a mente humana talvez ilimitada e, com certeza, impressionante, não importando o tempo em que se encontra, mas o tempo é fundamental para o desenvolvimento do pensamento humano devido a possibilidade de acumular e desenvolver pensamento, técnicas e tecnologias, memórias, ideias e ideais através de meios além da oralidade e do cérebro (desde a pedra, papel, impressos, gravações de voz e/ou vídeo, hoje a internet, os programas de editoração de texto e uma infinidade de recursos que se tornaram possíveis e se iniciaram com a codificação da comunicação – alfabeto e depois a escrita, um dos marcos para o fim da “pré-história”). Ao longo deste desenvolvimento da memória, está o desenvolvimento da sociedade, das normas, regras e princípios legais e morais que permeiam diversas relações existentes.
Enfim a sociedade do século I não é a mesma que a sociedade de hoje, mesmo que ainda existam resquícios e impactos das civilizações daquela época, e é quase certo que não existam mais seres vivos daquele período. Por mais que existam influências de um período para outro, as mudanças ocorrem não apenas pela mudança constante dos envolvidos, mas pela possibilidade de mudanças no pensamento e no comportamento social, mas essa já é outra discussão.
O impacto e desenvolvimentos das novas tecnologias e técnicas vão existir, pois são produtos e consequências de um tempo específico e uma série de fatores e intenções, o conhecimento (afirmar que sua aplicação e não o conhecimento em si que gera problemas) não pode servir de desculpas para mascaram discussões e atitudes, tão complexas e parciais quanto o próprio conhecimento.
Ainda deve haver um longo caminho até que esta pesquisa se consolide e seja aplicado, embora o pesquisador entrevistado pelo jornal, o veterinário José F. Garcia da Unesp de Araçatuba, tenha afirmado que “ Esses dados são para aplicação imediata”. Temos que considerar que este estudo é resultado de seis anos, ainda há muito para ser analisado, o mapa genético é um primeiro passo. Mas um passo que deve ser visto também com cautela. As questões que apresentei até agora podem até ser vistas com e como deboche, mas não por isso deve ser tirada sua validade nem a importância de se pensá-las.
Não quero tornar este debate um juízo de valores fechado e tirar a validade destes tipos de pesquisas que são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e até mesmo de uma sociedade mais justa e sustentável. Por que não? A sociedade vem em ritmo e dinamismo acelerado e as mudanças podem estar acontecendo em uma velocidade maior do que pode ser percebido pelos humanos (tese defendida por alguns sociólogos, filósofos e estudiosos nos mais diversos campos).
Há certa perversidade quando separamos conhecimento e a aplicação deste mesmo. A engenhosidade e a mente humana talvez ilimitada e, com certeza, impressionante, não importando o tempo em que se encontra, mas o tempo é fundamental para o desenvolvimento do pensamento humano devido a possibilidade de acumular e desenvolver pensamento, técnicas e tecnologias, memórias, ideias e ideais através de meios além da oralidade e do cérebro (desde a pedra, papel, impressos, gravações de voz e/ou vídeo, hoje a internet, os programas de editoração de texto e uma infinidade de recursos que se tornaram possíveis e se iniciaram com a codificação da comunicação – alfabeto e depois a escrita, um dos marcos para o fim da “pré-história”). Ao longo deste desenvolvimento da memória, está o desenvolvimento da sociedade, das normas, regras e princípios legais e morais que permeiam diversas relações existentes.
Enfim a sociedade do século I não é a mesma que a sociedade de hoje, mesmo que ainda existam resquícios e impactos das civilizações daquela época, e é quase certo que não existam mais seres vivos daquele período. Por mais que existam influências de um período para outro, as mudanças ocorrem não apenas pela mudança constante dos envolvidos, mas pela possibilidade de mudanças no pensamento e no comportamento social, mas essa já é outra discussão.
O impacto e desenvolvimentos das novas tecnologias e técnicas vão existir, pois são produtos e consequências de um tempo específico e uma série de fatores e intenções, o conhecimento (afirmar que sua aplicação e não o conhecimento em si que gera problemas) não pode servir de desculpas para mascaram discussões e atitudes, tão complexas e parciais quanto o próprio conhecimento.
domingo, 15 de março de 2009
Treinamento x Conscientização x Educação X prática
O processo de aprendizagem é lento, difícil, demorado e doloroso, mas não deveria ser assim, ou deveria? Claro que não ocorre em todas as situações e circunstâncias. e nem para todos os temas que nos são apresentados. O que afeta esse processo? Ele pode ser rápido, fácil, prazeroso? Como? (a)onde? Por que? E por que não é assim sempre? Perguntas nesta direção aponta uma série de dificuldades que as sociedades enfrentaram e ainda enfrentam, cada qual com suas próprias características e circunstâncias. Afinal a história não se repete completamente, embora possa haver MUITAS semelhanças, os atores e envolvidos não são necessariamente os mesmos, a percepção e a sociedade também mudam com o tempo. Com isso podemos e devemos aprender muito com fatos e acontecimentos anteriores, mas com cautela e em alguns casos de forma relativizada.
Os problemas 'modernos' são, em grande parte, resquícios de situações que não foram resolvidas ou "previstas" no passado. Caso isso fosse possível, não haveriam crises e preocupações no mundo e, talvez, em um mundo que não houvesse surpresas e dificuldades não houvesse também criatividade e raciocínios "lógicos". Não saber o que vai acontecer faz parte do que somos, de como agimos e pensamos. Ainda que exista uma lógica e conhecimento sobre a brevidade e finitude de nossas vidas há uma preocupação com o FUTURO. Seja por acharmos que vamos viver por muito tempo, seja preocupado com a próxima geração.
A educação e a memória são interligadas. O progresso ocorre 'superando' dilemas, problemas e dificuldades que surgiram e vão sendo resolvidas ao logo do tempo, o que não deixa de criar novos dilemas, problemas e dificuldades. Cada geração pode ser diferente, mesmo que os problemas sejam semelhantes. "Cada cabeça, uma sentença" .. . Cada geração, uma (ou várias) influência...
Há um debate muito mais rico do que este apresentado, mas isto é só para situar o nosso diálogo. Se as influências marcam uma geração, há também exceções, o que significa que isto não ocorre por um movimento homogêneo e linear. Ainda mais na sociedade atual em que as configurações dos transportes e das comunicações possibilitam contatos, saberes e conhecimentos que ultrapassam a barreira do espaço tempos. Múltiplas influências ocasionam um hibridismo sem fronteiras, limitado pelo acesso (ou falta de acesso) disponível. Temos que ter ressalvas também nestas possíveis mesclas e até que ponto afetam diferentes pessoas e diferentes sociedades.
O treinamento é diferente? A educação também? O que a teoria e a prática podem nos dizer? Há teorias e práticas? Até que ponto concordamos em "bens comuns da humanidade"? Até que ponto compartilhamos sentimentos de "paz", "educação", "segurança", "HUMANIDADE"?
Por que iniciei a questão com o treinamento? Supõe-se que é uma forma de controle? De padronização? Ou é um processo educacional? Uma forma de aprendizado? Aprendizado e educação são diferentes?
São mais questões do que respostas, mas ainda assim é interessante que a discussão seja ampliada, difundida e pensada. O treinamento em si não quer significa um processo bom ou ruim, depende do referencial e da "utilidade" deste treino: treinar e desenvolver a escrita, o raciocínio lógico, o pensamento, a cordialidade pode ser visto como uma coisa boa, agora usar este conhecimento para enganar pessoas, roubar e fraudar instituições, nem tanto. Treinar e fortalecer o corpo para a saúde e o bem-estar são louvados como caminho para uma vida mais equilibrada, longínqua e menos sedentária, agora o mesmo treinamento para uma briga de rua....
O referencial é importante! E quando trazemos a análise para a questão ambiental é fundamental sabermos o que queremos dizer e dizer da forma mais clara e direta possível. Sem banalizar ou criar "sensos comuns" vazios. O treinamento é interligado e conjunto de práticas sociais, culturais educativas ou não, serve para a padronização do comportamento em alguns aspectos e por isso a educação e a conscientização deve ser base de qualquer processo.
Educar é buscar entendimento, compreensão e raciocício próprio, desenvolvido através da reflexão, treinamento, práticas e experiências. O local e o tempo em que ocorrem variam com a situação, também a forma como acontece. Muito da educação, ou melhor do que se fala em Educação, hoje se concentra no seu aspecto formal e institucionalizado (principalmente escolas e seus desdobramentos), mas não podemos esquecer que este é apenas um dos vários aspectos da Educação, não quer dizer que seja o mais importante ou o aspecto definitivo e definidor.
Até que ponto a escola, a faculdade, o templo e as várias instituições influenciam e "definem" uma pessoa? Devemos considerar a situação e o espaço e a forma da sociedade, cultura, economia, religião, família, governos e uma série de fatores que permeiam os indivíduos e refletem nas organizações e processos educacionais.
A conscientização pode facilitar a ação e a mudança de atitudes, pois torna o conhecimento mais amplo e mais próximo das pessoas, aumenta a percepção sobre a realidade e seus problemas, mas também não é o fator definitivo das mudanças. Todos os processos: Educação, treinamento, conscientização, práticas e experiências fazem parte da nossa vida e não podem ser vistas de forma fragmentada, independente ou imutável. A preocupação ambiental é recorrente na história humana, sua intensidade pode variar com o tempo e depende do local, mas não podemos afirmar que deixou de existir em algum momento e que foi o mesmo processo e a mesma intensidade em todos os lugares. A situação atual nos coloca em grande reflexão sobre o futuro da humanidade, cada um relativizando sua importância, mas ainda assim um movimento crescente é visível. Se haverá sucesso em um respeito maior, não só para a proteção e preservação ambiental, mas respeito a questão humana também é ainda um desejo a ser trabalhado.
Os problemas 'modernos' são, em grande parte, resquícios de situações que não foram resolvidas ou "previstas" no passado. Caso isso fosse possível, não haveriam crises e preocupações no mundo e, talvez, em um mundo que não houvesse surpresas e dificuldades não houvesse também criatividade e raciocínios "lógicos". Não saber o que vai acontecer faz parte do que somos, de como agimos e pensamos. Ainda que exista uma lógica e conhecimento sobre a brevidade e finitude de nossas vidas há uma preocupação com o FUTURO. Seja por acharmos que vamos viver por muito tempo, seja preocupado com a próxima geração.
A educação e a memória são interligadas. O progresso ocorre 'superando' dilemas, problemas e dificuldades que surgiram e vão sendo resolvidas ao logo do tempo, o que não deixa de criar novos dilemas, problemas e dificuldades. Cada geração pode ser diferente, mesmo que os problemas sejam semelhantes. "Cada cabeça, uma sentença" .. . Cada geração, uma (ou várias) influência...
Há um debate muito mais rico do que este apresentado, mas isto é só para situar o nosso diálogo. Se as influências marcam uma geração, há também exceções, o que significa que isto não ocorre por um movimento homogêneo e linear. Ainda mais na sociedade atual em que as configurações dos transportes e das comunicações possibilitam contatos, saberes e conhecimentos que ultrapassam a barreira do espaço tempos. Múltiplas influências ocasionam um hibridismo sem fronteiras, limitado pelo acesso (ou falta de acesso) disponível. Temos que ter ressalvas também nestas possíveis mesclas e até que ponto afetam diferentes pessoas e diferentes sociedades.
O treinamento é diferente? A educação também? O que a teoria e a prática podem nos dizer? Há teorias e práticas? Até que ponto concordamos em "bens comuns da humanidade"? Até que ponto compartilhamos sentimentos de "paz", "educação", "segurança", "HUMANIDADE"?
Por que iniciei a questão com o treinamento? Supõe-se que é uma forma de controle? De padronização? Ou é um processo educacional? Uma forma de aprendizado? Aprendizado e educação são diferentes?
São mais questões do que respostas, mas ainda assim é interessante que a discussão seja ampliada, difundida e pensada. O treinamento em si não quer significa um processo bom ou ruim, depende do referencial e da "utilidade" deste treino: treinar e desenvolver a escrita, o raciocínio lógico, o pensamento, a cordialidade pode ser visto como uma coisa boa, agora usar este conhecimento para enganar pessoas, roubar e fraudar instituições, nem tanto. Treinar e fortalecer o corpo para a saúde e o bem-estar são louvados como caminho para uma vida mais equilibrada, longínqua e menos sedentária, agora o mesmo treinamento para uma briga de rua....
O referencial é importante! E quando trazemos a análise para a questão ambiental é fundamental sabermos o que queremos dizer e dizer da forma mais clara e direta possível. Sem banalizar ou criar "sensos comuns" vazios. O treinamento é interligado e conjunto de práticas sociais, culturais educativas ou não, serve para a padronização do comportamento em alguns aspectos e por isso a educação e a conscientização deve ser base de qualquer processo.
Educar é buscar entendimento, compreensão e raciocício próprio, desenvolvido através da reflexão, treinamento, práticas e experiências. O local e o tempo em que ocorrem variam com a situação, também a forma como acontece. Muito da educação, ou melhor do que se fala em Educação, hoje se concentra no seu aspecto formal e institucionalizado (principalmente escolas e seus desdobramentos), mas não podemos esquecer que este é apenas um dos vários aspectos da Educação, não quer dizer que seja o mais importante ou o aspecto definitivo e definidor.
Até que ponto a escola, a faculdade, o templo e as várias instituições influenciam e "definem" uma pessoa? Devemos considerar a situação e o espaço e a forma da sociedade, cultura, economia, religião, família, governos e uma série de fatores que permeiam os indivíduos e refletem nas organizações e processos educacionais.
A conscientização pode facilitar a ação e a mudança de atitudes, pois torna o conhecimento mais amplo e mais próximo das pessoas, aumenta a percepção sobre a realidade e seus problemas, mas também não é o fator definitivo das mudanças. Todos os processos: Educação, treinamento, conscientização, práticas e experiências fazem parte da nossa vida e não podem ser vistas de forma fragmentada, independente ou imutável. A preocupação ambiental é recorrente na história humana, sua intensidade pode variar com o tempo e depende do local, mas não podemos afirmar que deixou de existir em algum momento e que foi o mesmo processo e a mesma intensidade em todos os lugares. A situação atual nos coloca em grande reflexão sobre o futuro da humanidade, cada um relativizando sua importância, mas ainda assim um movimento crescente é visível. Se haverá sucesso em um respeito maior, não só para a proteção e preservação ambiental, mas respeito a questão humana também é ainda um desejo a ser trabalhado.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Tecnologia(s) do Futuro, futuro das tecnologias. Poder, Conscientização, Possibilidades
O que dizer dos desenvolvimentos tecnológicos? Será que contribuem para melhorar nossas vidas? Será que serão os grandes vilões? O que podemos esperar?
Embora exista uma série de questionamentos sobre o futuro e o que nos aguardam pela frente, não podemos esquecer os principais processos que nos levam a "descobertas" ou "invenções" capazes de mudar a sociedade como um todo; seja através de sonhos (representados pela curiosidade e vontade humana), a necessidade que é o outro "motor" do desenvolvimento científico e até mesmo por acidentes ou "sorte". Quero dizer que há uma série de fatores que devemos considerar que estão intimamente ligados com o próprio desenvolvimento humano e que moldam as sociedades existentes e a nossa imaginação, a própria linguagem e a comunicação estão ligadas diretamente ao poder e está ao lado, por exemplo, de grandes "descobertas" como ao uso do fogo e da roda. Mesmo que estes elementos nos pareçam comuns e cotidianos eles são fundamentais para nosso modo de vida, afinal de contas sobreviver sem o uso do fogo para nos aquecer, cozinhar nossos alimentos, espantar animais, moldar metais e vidros etc. A roda que permitiu maior agilidade, velocidade e que uma maior quantidade material fossem transportados por longas distâncias com um uso muito menor de força é usada até hoje nos mais diferentes tipos de transportes, mesmo nos transportes aéreos há o uso da roda para pouso e decolagem. Mas sem a escrita e o poder de comunicação através da linguagem não há como saber se o fogo e a roda seriam desenvolvidos como são atualmente até se tornarem parte de algo muito maior do que eram inicialmente.
O acúmulo de conhecimento, saber e informação permite o desenvolvimento das tecnologias humanas pela sua capacidade, praticamente ilimitada, de "reter a memória" da humanidade através de livros, quadros, fotos, vídeos, artigos, ensaios, gravados no papel, eletrônico ou digitalmente. Isso nos permite entender nossos próprios pensamentos, mas também compartilhar e desenvolvê-los. Aliás a própria capacidade de desenvolver nossos pensamentos é influenciada pela família, pelos amigos, pela escola, professores, livros e lugares que vemos e apreendemos além de uma complexa relação envolvendo além dos fatores citados, há sentidos mais subjetivos e sentimentos que não podem ser ignorados nestes processos.
Há um fator humano no desenvolvimento das tecnologias, manifestados por determinados gostos e interesses pessoais que não são necessariamente iguais, não importando se são pessoas que trabalham para um mesmo projeto ou objetivo. E, pode parecer contraditório para alguns, mas a existência da diversidade é um fator positivo em muitos casos. Um problema que não se encontra uma solução, por exemplo, pode se beneficiar por abordagens e pensamentos "diferenciados" e diversificados. Mas também é preciso cautela justamente pelo fator humano implicar emoções, sentimentos, erros de julgamento e cálculos que parecem bons na teoria ou discurso, mas muitas vezes impraticáveis ou, quando o são, não chegam nem perto de suas propostas ou metas.
O que isso implica para o futuro e suas relações com o poder, a cultura e a sociedade? E como devemos agir perante esses questionamentos que surgem com o tema? Não importa como serão desenvolvidos as "novas tecnologias", se elas não considerarem a história, a cultura, a sociedade e outros tantos fatores de forma abrangente, complexa, integrante, ética, suas causas e consequências podem se tornar motivos de preocupação ou motivo nenhum.
Embora exista uma série de questionamentos sobre o futuro e o que nos aguardam pela frente, não podemos esquecer os principais processos que nos levam a "descobertas" ou "invenções" capazes de mudar a sociedade como um todo; seja através de sonhos (representados pela curiosidade e vontade humana), a necessidade que é o outro "motor" do desenvolvimento científico e até mesmo por acidentes ou "sorte". Quero dizer que há uma série de fatores que devemos considerar que estão intimamente ligados com o próprio desenvolvimento humano e que moldam as sociedades existentes e a nossa imaginação, a própria linguagem e a comunicação estão ligadas diretamente ao poder e está ao lado, por exemplo, de grandes "descobertas" como ao uso do fogo e da roda. Mesmo que estes elementos nos pareçam comuns e cotidianos eles são fundamentais para nosso modo de vida, afinal de contas sobreviver sem o uso do fogo para nos aquecer, cozinhar nossos alimentos, espantar animais, moldar metais e vidros etc. A roda que permitiu maior agilidade, velocidade e que uma maior quantidade material fossem transportados por longas distâncias com um uso muito menor de força é usada até hoje nos mais diferentes tipos de transportes, mesmo nos transportes aéreos há o uso da roda para pouso e decolagem. Mas sem a escrita e o poder de comunicação através da linguagem não há como saber se o fogo e a roda seriam desenvolvidos como são atualmente até se tornarem parte de algo muito maior do que eram inicialmente.
O acúmulo de conhecimento, saber e informação permite o desenvolvimento das tecnologias humanas pela sua capacidade, praticamente ilimitada, de "reter a memória" da humanidade através de livros, quadros, fotos, vídeos, artigos, ensaios, gravados no papel, eletrônico ou digitalmente. Isso nos permite entender nossos próprios pensamentos, mas também compartilhar e desenvolvê-los. Aliás a própria capacidade de desenvolver nossos pensamentos é influenciada pela família, pelos amigos, pela escola, professores, livros e lugares que vemos e apreendemos além de uma complexa relação envolvendo além dos fatores citados, há sentidos mais subjetivos e sentimentos que não podem ser ignorados nestes processos.
Há um fator humano no desenvolvimento das tecnologias, manifestados por determinados gostos e interesses pessoais que não são necessariamente iguais, não importando se são pessoas que trabalham para um mesmo projeto ou objetivo. E, pode parecer contraditório para alguns, mas a existência da diversidade é um fator positivo em muitos casos. Um problema que não se encontra uma solução, por exemplo, pode se beneficiar por abordagens e pensamentos "diferenciados" e diversificados. Mas também é preciso cautela justamente pelo fator humano implicar emoções, sentimentos, erros de julgamento e cálculos que parecem bons na teoria ou discurso, mas muitas vezes impraticáveis ou, quando o são, não chegam nem perto de suas propostas ou metas.
O que isso implica para o futuro e suas relações com o poder, a cultura e a sociedade? E como devemos agir perante esses questionamentos que surgem com o tema? Não importa como serão desenvolvidos as "novas tecnologias", se elas não considerarem a história, a cultura, a sociedade e outros tantos fatores de forma abrangente, complexa, integrante, ética, suas causas e consequências podem se tornar motivos de preocupação ou motivo nenhum.
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