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segunda-feira, 3 de maio de 2010

O vazamento de óleo na costa do Golfo

Há mais de 12 dias há um vazamento de óleo, após a explosão de uma plataforma de extração de petróleo na costa do Golfo do México. Esse vazamento pode levar a sérios danos e impactos que irão afetar toda a vida marinha da região. Isso mostra como o descaso é fatal. Para entender mais sobre o caso acesse a notícia da Folha de S. Paulo:
 
 
  É tristemente importante notar como as reações e medidas para conter o desastre ainda não foram tomadas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Apresentação Cultural da COP15, muito boa

É só clicar no título também, que você será direcionado ao clipe de abertura feito para a Conferência do Clima na dinamarca que ocorre até o dia 18/12/2009. É um curta de apresentação, mas muito boa mesmo!



http://www.youtube.com/watch?v=NVGGgncVq-4

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ansiedades para a COP-15 - Pós-Quioto em Pauta?

Estava tentando me segurar, mas não aguentei. Faltando poucos dias para o início da 15a. Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15) que será realizada em Copenhague. Uma das mais conhecidas conferências internacionais na discussão sobre a mudança climática e uma expectativa em torno do que será o futuro das emissões de poluentes.
Pelo visto eles não estão seriamente ameaçados, aliás nem de longe. Mas as mobilizações já estão se intensificando, desde indivíduos interessados a governantes e políticos que estarão na Conferência negociando. Gostaria de dizer que o mundo todo, ou a grande parcela da população mundial, está ansiosa para isso... Infelizmente essa não é a realidade, novamente nem de longe. Talvez por isso as emissões não estejam seriamente ameaçadas. Pelo menos na visão de certos políticos brasileiros que acham que essa tal de questão "climática" e a "proteção" ambiental são "balelas" "populistas" e "mentirosas".
São diversos argumentos que podem ser usados tanto contra como a favor, mas que desviaria a finalidade desse texto. Mas que não deve ser ignorado. Sim, o clima não é uma unanimidade, nem em sua conceituação, nem se há real ameaça ao planeta e ao futuro. Isso ainda nem é o ponto tão preocupante. Há ainda pessoas que defendem práticas rudimentares, atrasadas, predatórias e ainda dizem que é para o nosso bem e para o nosso "desenvolvimento".
É só fazer uma pesquisa rápida nos principais jornais do mundo nos últimos dias e ver o panorama da diversidade de opiniões e dos debates que a COP-15 está gerando. Um trabalho digno de uma tese, diga-se de passagem.
O que mais me preocupa é que há uma ameaça de que não se avancem as negociações de um acordo para substituir o Protocolo de Quioto que tem sua validade para 2012, ainda mais se nos espelharmos nas negociações ocorridas em Bali no ano passado. Embora esse ano já tenha apresentado alguns posicionamentos mais promissores como o  da própria China,  que desde o início do ano vem falando sobre investir em geração de Energia Limpa e aderir mais aos Mecanismos de Energia Limpa - MDLs e uma redução significativa nas suas emissões; e até mesmo a confirmação da participação do presidente Barack Obama dos EUA , que vinha sendo ameaçada foi confirmada para a COP-15, o que já é um avanço mínimo. Além de um posicionamento mais firme do Brasil no último mês, até com sugestão de uma redução voluntária (imagino se é o efeito Marina ou para remediar declarações e decisões anteriores sobre o novo Código Florestal e a "grilagem", a "impossibilidade" do fim do desmatamento e outros tropeços ?!...)
Mesmo assim não parece que as negociações serão concluídas em Copenhague neste ano, como era o desejo de muitos, eu incluso. Ainda não há nada certo e muito pode acontecer nas próximas semanas. Quem sabe uma surpresa boa para encerrar o ano?

Começa amanhã e vai até o dia 18 de dezembro de 2009.
Para quem quer acompanhar as discussões haverá transmissão dos encontros oficiais e das declarações a Imprensa: http://www1.cop15.meta-fusion.com/kongresse/cop15/templ/intro.php?id_kongressmain=1&theme=cop15&=

A BBC fez uma reportagem bem interessante sobre o posicionamento e situação de alguns países latino-americanos:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/12/091203_mapaemissoes.shtml


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um dia sem carne. A já odiada segunda foi escolhida, será que vai emplacar?

Mas será que é um dia bom? Será que vai emplacar?
As chances são boas, mas a segunda-feira já é estigmatizada,costuma ser um dia estressante, cansativo, ter de voltar ao trabalho não é agradável para muitas pessoas, voltar a rotina e encarar o resto da semana. Claro que esse é o argumento mais tosco, mas não queria sobrecarregar a pobre segunda. Também é óbvio que não é algo obrigatório e impositivo que você tenha que cumprir ou sofrer uma multa por almoçar uma picanha em plena segunda. Acho que não chega a tanto.
É uma tentativa de conscientizar para o problema da alimentação e a busca de alternativas, variar os dias, mas pelo menos uma vez por semana evitar o uso de carne e seus derivados. Pelo menos foi isso que eu entendi da campanha. Acho que a segunda foi só uma forma de simbolizar... A religiosidade pode ser útil nessa campanha, afinal na sexta-feira santa dos católicos pode se tornar mais um dia sem carne. Os judeus e muçulmanos já não comem carne de porco normalmente então é uma contribuição. Os hindus nem se falam, afinal a vaca e tantos outros animais sendo sagrados é uma benção.
Mas estava pensando nos dados apresentados e imaginando que se houver mesmo uma redução efetiva no consumo de carne, isso não significa que automaticamente essa energia economizada em água e diminuindo o efeito estufa irá mesmo beneficiar a humanidade. Sabe-se lá onde ela será usada não é mesmo? E um dia sem comer carne, também não significa redução no consumo total de carnes. Alguém sempre pode querer compensar o não-consumo de um dia em um outro qualquer...
Por isso a campanha deve também buscar a conscientização que efetive a redução do consumo e que crie alternativas e propostas para que uma economia real, mesmo que não haja um dia específico para isso.
Baseado nessa campanha poderíamos ampliar para outros setores que ajudem não só na preservação ambiental. Assim poderia ser "UM DIA por semana SEM:"

1 - Violência. Sem roubos, sequestros, assassinatos ou brigas de trânsito. Sem picaretagem ou corrupção na Política, Congresso e Repartições Públicas. O quanto será que isso economizaria?

2 - Banho. Vai dizer que você toma banho todo dia? Só evite que seja justo o dia daquela caminhada de duas horas no sol escaldante ou depois daquela ginástica e/ou academia. E para quem usa banheira, busque reutilizar a água sempre! Menos em banheiras de Motel...

3 - Carro. Vamos ampliar o dia mundial sem carro para semanal. O rodízio em São Paulo tá aí para dar uma mãozinha, em vez de sair mais cedo ou comprar outro carro, por que não contar com o velho transporte público?

4- Trabalho. Todo mundo merece folga, por que não durante a semana?!

5 - Ver Televisão. Venhamos e convenhamos que essa é a mais fácil de todas, por incrível que pareça.

6 - Internet. Tá eu sei que é praticamente impossível para muita gente viciada, eu incluso, mas não custa tentar. Que tal fazer logo um dia sem uso de Eletricidade, podemos juntar muitos itens nesse dia! Eu confesso que não conseguiria, pode ser algumas horas do dia? Tá, quando eu estivesse dormindo não valeria...

7 - Agrotóxicos.Tá certo que existem produtos orgânicos e, para mim, todos os produtos deveriam ter sua alternativa orgânica ou serem já todos orgânicos.

8 - Trocar de Roupa. Ué, menos roupa para lavar significa economia de água, a não ser que você use uma máquina de lavar. Aí você tem que esperar acumular um número significativo de roupa para não ser considerado desperdício, mas ter muitas roupas no armário, em si, já poderia ser considerado desperdício? Enfim, não troque de roupa todo dia, somente as íntimas já são o suficiente!

9 - Comprar. Sim é possível passar vários dias sem comprar nada, principalmente quando você não tem dinheiro, o importante é não comprar coisas fúteis e buscar sempre o consumo consciente. Sim, mais de dois ou três sapatos podem ser considerada futilidade. Para muitas pessoas mais de um já é muito fútil...

10 - Telefone. Essa não sei o que pode contribuir além do consumo de energia, no caso de celular e sem fio e no fim do mês para todos os caso, aliás se puderem se comunicar pela Internet (MSN, Skype e tantos outros) dizem que a emissão é menor.

11 - Música eletrônica. Querendo ou não "fanque (funk) brasileiro é "eletrônico". É só para diferenciar que tem música que não gasta energia, mas ainda pode ser de mal gosto para uns, mas não estamos aqui para discutir gosto. Bom, na verdade, estamos, mas não agora.

12 - Jogos eletrônicos. Devemos diferenciar da Internet e música, mas o princípio é o mesmo.

13 - Fila. Já pensou você chega no lugar e já é atendido o quanto que isso economizaria? Pelo menos do seu tempo....

14 - Trânsito. Em São Paulo, acho que nem os feriados prolongados estão conseguindo fazer esse milagre.

15 - Produtos Industrializados. Aquela gororoba embalada ou enlatada que às vezes você chama de janta só porque esquenta no micro-ondas pode e deve ser evitada. E larga logo o refrigerante e a cerveja, pelo menos por um dia. Aliás, o ideal, nesse último caso, seria só UMA vez por semana, e olhe lá! Pode acrescentar frituras e guloseimas a essa lista também. Não esqueça o cigarro e outras substâncias tóxicas.

16 - Poluição. Infelizmente isso nem mesmo deveria existir e não é uma coisa que se possa controlar assim tão fácil, não dá para falar que quarta é o dia sem poluição, pois mesmo que não ocorresse nenhuma emissão no dia ainda existiriam resíduos acumulados de dias anteriores. Não quer dizer que não seja uma má ideia. Um dia sem Emissão de poluentes, sem desmatamento seria ótimo.

Bom, claro que algumas dessas propostas não devem ser levadas tão a sério, existem inúmeras outras que com certeza você pensou enquanto estava lendo. Algumas das propostas acima pareceram absurdas, enquanto outras soaram razoáveis. O interessante é olhar para elas e refletir sobre sua possibilidade e importância, para você e para o mundo em geral. Se não der para fazer um dia da semana sem, que tal diminuir?
Não é um dia que muda o mundo, mas se você parar para pensar são16 sugestões, mais o dia sem carne já são 17 para uma semana de apenas 7 dias, isso é considerável. E ainda existem milhares de opções que você pode ir descobrindo.
Em um próximo texto vou tentar incluir "UM DIA por semana COM". Nossa sociedade está muito acostumada a uma visão repressora, punitiva e positivada das coisas, precisamos pensar em outras opções e outros aspectos também não só o que está errado, mas o que está e o que precisamos mais para dar certo.



sexta-feira, 24 de abril de 2009

Somos mais próximos do gado do que roedores. A salvação pela tecnologia...

Segundo pesquisa divulgada recentemente e também publicada hoje pela Folha de S. Paulo no seu caderno ciência (Genoma do gado visa carne melhor - reportagem de Eduardo Geraque e Eduardo Scolese - pg. A12). O genoma do gado foi mapeado e constatado que dos 22 mil genes, 80% são semelhantes ao dos humanos, mais próximo dos que os roedores (que são usados em diversos testes laboratoriais com impacto direto para a criação de drogas e tratamentos para os humanos). A notícia enfatiza, de certa forma, o aspecto inovador da pesquisa e que aponta entre as diversas aplicações deste novo conhecimento como melhoria na carne e leite, até mesmo vacas que emitem menos gás metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa. Mas algumas indagações surgem, talvez um tanto superficiais dado que estou me baseando apenas na reportagem e não no estudo em si, como será que estamos presenciando o início do fim da carne de “segunda”? Adeus “stroggobofe”? Outras mais filosófico-conceituais como será que os indianos estavam certos ao adorar a vaca? Servirá de justificativa ‘genético-espiritual’ para os puristas, vegetarianos e outros grupos “não-carnívoros” contra o consumo de carne bovina? Muitas outras questões são colocadas com a divulgação deste estudo que vai além do quesito comercial e tecnológico.
Ainda deve haver um longo caminho até que esta pesquisa se consolide e seja aplicado, embora o pesquisador entrevistado pelo jornal, o veterinário José F. Garcia da Unesp de Araçatuba, tenha afirmado que “ Esses dados são para aplicação imediata”. Temos que considerar que este estudo é resultado de seis anos, ainda há muito para ser analisado, o mapa genético é um primeiro passo. Mas um passo que deve ser visto também com cautela. As questões que apresentei até agora podem até ser vistas com e como deboche, mas não por isso deve ser tirada sua validade nem a importância de se pensá-las.
Não quero tornar este debate um juízo de valores fechado e tirar a validade destes tipos de pesquisas que são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e até mesmo de uma sociedade mais justa e sustentável. Por que não? A sociedade vem em ritmo e dinamismo acelerado e as mudanças podem estar acontecendo em uma velocidade maior do que pode ser percebido pelos humanos (tese defendida por alguns sociólogos, filósofos e estudiosos nos mais diversos campos).
Há certa perversidade quando separamos conhecimento e a aplicação deste mesmo. A engenhosidade e a mente humana talvez ilimitada e, com certeza, impressionante, não importando o tempo em que se encontra, mas o tempo é fundamental para o desenvolvimento do pensamento humano devido a possibilidade de acumular e desenvolver pensamento, técnicas e tecnologias, memórias, ideias e ideais através de meios além da oralidade e do cérebro (desde a pedra, papel, impressos, gravações de voz e/ou vídeo, hoje a internet, os programas de editoração de texto e uma infinidade de recursos que se tornaram possíveis e se iniciaram com a codificação da comunicação – alfabeto e depois a escrita, um dos marcos para o fim da “pré-história”). Ao longo deste desenvolvimento da memória, está o desenvolvimento da sociedade, das normas, regras e princípios legais e morais que permeiam diversas relações existentes.
Enfim a sociedade do século I não é a mesma que a sociedade de hoje, mesmo que ainda existam resquícios e impactos das civilizações daquela época, e é quase certo que não existam mais seres vivos daquele período. Por mais que existam influências de um período para outro, as mudanças ocorrem não apenas pela mudança constante dos envolvidos, mas pela possibilidade de mudanças no pensamento e no comportamento social, mas essa já é outra discussão.
O impacto e desenvolvimentos das novas tecnologias e técnicas vão existir, pois são produtos e consequências de um tempo específico e uma série de fatores e intenções, o conhecimento (afirmar que sua aplicação e não o conhecimento em si que gera problemas) não pode servir de desculpas para mascaram discussões e atitudes, tão complexas e parciais quanto o próprio conhecimento.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ninguém é mais ambiental que alguém... mas exigir algo exige uma troca?

Há algumas semanas em horários variados vejo uma propaganda, na verdade acho que só vi mesmo em um canal, afirmando que "Ninguém é mais ambientalista que o produtor rural..." não vou reproduzir o resto da fala completa, mas em linhas gerais, acabam criticando a falta de "apoio" e de "incentivo" da produção, que as leis vão acabar parando o Brasil... Esperei um tempo antes de comentar esse diálogo para ver se haveria maiores manifestações da mídia em geral, mas até agora parece que passou despercebido ou foi ignorado, talvez como motivo de risada e nada mais. É interessante que esta propaganda apareça perto do planejamento do Novo Código Florestal Brasileiro e a redefinição de certos limites para a produção e sua localização.
A intenção destas linhas não são criticas ou julgamento, nem louvor a tais iniciativas. Também não cabe entrar em detalhes dos motivos que levaram a tal manifestação, somente suposições no momento, mas sem querer me adiantar o descontentamento é evidente. E, talvez, seja produtivo olhar para esse descontentamento com mais atenção. Sem negar a defesa ambiental - afinal de contas, quantas pessoas seriam "suficientes" para ir contra? - a propaganda nos mostra que há uma certa inquietação com os rumos do debate ambiental no Brasil, talvez antecipando uma tendência de regulamentação, maior fiscalização e rigor no cumprimento que se espera deste país, talvez com medo que se tornem mais rígidas (algo que na verdade nunca foi) e acabe na burocratização que paralisa muitos setores da sociedade.
O Brasil é um país de imensas riquezas em quase todos os aspectos possíveis, ganha também cada vez mais prestígio no cenário internacional. E isso exige maiores responsabilidades, controles, transparência, mostras de que somos capazes. Os olhos do mundo nos veem com mais atenção, como a crise financeira perturbou o andamento deste processo é ainda cedo para saber como o Brasil, ou melhor, a percepção das ações brasileiras tem impacto neste novo cenário. Talvez tenha até acelerado a inserção internacional e nacional, mas se vai ser positivo para o mundo em geral e, especialmente, para o país ainda será descoberto.
A raiz do problema está além da discussão socioambiental, mas esta é uma discussão indispensável para entendermos os vários problemas: fome, desemprego, violência, baixa escolaridade, baixa renda, desigualdade social e tantas outras que se relacionam direta e indiretamente, em escalas e intensidades variadas, com a Sustentabilidade. Isso não se limita a região Latino-americana, mas uma discussão que deve considerar e abraçar o mundo.
Não cabe assim que uma pessoa seja sacrificada para a salvação do resto, nem que os prejuízos sejam pagos por apenas uma parcela da população, principalmente se esta parte é a
que já tem poucos recursos, é marginalizada e sofrida, onde as consequências tem potenciais muito mais devastadores e complicados. Mas se nada for feito, nada muda. Se por achar que não há jeito e não devemos agir, então realmente só por um milagre. Engraçado que o milagre neste caso é aquilo que não vem da ação humana, onde a ação humana em si é um milagre em muitos aspectos: a capacidade imaginativa, criativa, de comprometimentos e adaptabilidade é praticamente ilimitada. Um direcionamento, uma reordenação, um (re)pensamento da sociedade, da educação, da produção, do consumo, do que é governo e de quem e para quem ele serve é um começo que deve ser dinâmico, integrador, interativo, inclusivo, includente, abrangente, aberto, coerente, coeso, constante, humano, humanizado, humanizador, ambiental, sustentável, local, nacional, regional, internacional, mundial, universal. Mas que não deve ficar no campo teórico, epistêmico e inicial, deve ser desenvolvido, internalizado, aprendido e apreendido como parte do cotidiano.

quinta-feira, 12 de março de 2009

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Telas de fundo

19/09/2007 - 10h28
Ativista defende o uso de telas com fundo preto para poupar energia
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MARIANA BARROSda Folha de S.Paulo
Se a página inicial do Google tivesse fundo preto em vez de branco, um monitor CRT (de tubo) gastaria apenas 59 watts para exibi-la, em vez dos 74 watts consumidos atualmente.
A conta vem sendo divulgada por Mark Ontkush, blogueiro (ecoiron.blogspot.com) e engajado em projetos ecológicos envolvendo informática e criador do Blackle, a versão negra do superbuscador.
Desde janeiro, ele encabeça uma campanha polêmica: defende que as páginas de internet abandonem o branco e utilizem o preto como cor de fundo para poupar energia.
Segundo ele, como o Google recebe 200 milhões de visitas diárias e estimando que cada consulta leve dez segundos, o site passa 550 mil horas por dia sendo exibido em computadores por todo o mundo. A troca de cor pouparia 8,3 Megawatt/hora por dia.
Como base para seus cálculos, ele utilizou o consumo de um monitor CRT, do tipo tubo, que representariam 25% dos monitores em uso atualmente. No caso de monitores LCD, a história é outra, argumentam oponentes como Pablo Päster, engenheiro de sustentabilidade e colaborador do blog www.triplepundit.com.
De acordo com ele, páginas negras em LCDs não fazem sentido. Também não economizam energia nos servidores dos sites nem nos desktops e notebooks, que são outros grandes gastadores.
O uso de fundo preto poderia até aumentar o gasto energético em cerca de 1 watt. Isso porque, de acordo com a tecnologia desses equipamentos, exibir a cor preta significa bloquear emissões de luz, atividade que aumentaria o dispêndio.
Ontkush argumenta, no entanto, que essa conta depende do tamanho do monitor LCD. Em alguns casos, a economia poderia ser de 4 watts.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u329709.shtml

Interessante ver o site http://www.blackle.com/