Home/ Início

Mostrando postagens com marcador Cidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cidades. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Comentários sobre enchentes, água e clima

Ontem (6/04/2010), o Rio de Janeiro passou por forte temporal que deixou o Estado em calamidade, diversos mortos, feridos e desaparecidos. Ainda em estado de alerta, várias cidades pararam, principalmente a capital que também tem o nome do Estado.
Para os paulistas e paulistanos, que parecem ter um pouco mais de experiência com esse terrível acontecimento, pois infelizmente assombra, desde novembro do ano passado, com mais intensidade do que nos últimos anos,  fica a solidariedade aos cariocas. Diversos outros Estados do Brasil também passaram por essas tragédias e em diversas outras cidades do mundo vemos acontecer essa catástrofe e suas consequências devastadoras.
Os motivos que levam a situação a tal ponto são inúmeros e os culpados também. Talvez, seja exagero, chamar alguns de culpados, mas com certeza há muitos facilitadores para que essa situação ocorra. Não diria, por exemplo, que esses "dilúvios" ocorram por fatores isolados., nem por culpa divina, que a palavra dilúvio nos remete.
Nem se pode dizer, que é culpa de uma determinada geração ou de um governo ou governante, embora a resposta dada é fundamental para minimizar ou sanar os graves impactos e consequências das enchentes.
O que fica claro é que o processo de urbanização desenfreada é um dos principais fatores para ampliar a gravidade das enchentes. Isso por diversos motivos: ocupação das áreas de várzea, destruição das matas ciliares, impermeabilização do solo com asfaltos, casas e construções diversas, canalização de rios e córregos, concentração populacional, inversão térmica, poluição, criação de represas e comportas, sejam para reservatórios e estações de tratamento, sejam para hidrelétricas, entre outros.
Além disso, há os fatores e causas externas como o aquecimento global, o aumento das temperaturas oceânicas, o degelo polar e outras mudanças que podem ser influenciadas pelas ações humanas.  Embora, cada um desses fatores, já sejam preocupantes em si, o conjunto da obra é mais ainda.
Vamos ao cenário da tragédia: Há um aumento na temperatura dos oceanos, o degelo polar e uma série de outros perigos, que ocorrem naturalmente em períodos variados. O problema é que há uma intensificação desse aumento, que pode estar sendo causada pelo aumento da poluição e emissões de gases de efeito estufa.
Essa intensificação é perigosa, pois levam a um deslocamento maior de água, em forma de vapor, que antes estavam nos oceanos, para a massa continental que habitamos.
Enquanto isso, as cidades que tentam represar e controlar seus rios, marginalizando e encanando, por exemplo, tem cada vez menos formas de absorver a água decorrente das chuvas, pois o solo é cada vez mais impermeável e os sistemas de escoamento e esgotos não são suficientes para dar conta desse volume, cada vez maior. A sujeira e lixos acumulados, também diminuem essa capacidade de escoamento.
Solos mais impermeáveis também são sinônimos para menos vegetação, que absorveriam parte dessa água e também de gás carbônico, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Tentar limitar o trajeto do rio, ou mesmo canalizar ele por completo é um feito que exige cuidado e empreende riscos. Por causa das chuvas, os rios têm pontos naturais de transbordamento, as áreas de várzea, que são sazonais, ou seja, que não ocorrem sempre. O problema é que as construções, como as marginais, são feitas e pensadas em períodos de baixa umidade, em que essas várzeas não eram consideradas, por isso das constantes enchentes em determinados períodos.
Para tentar conter essas cheias, foram criadas então comportas e reservatórios para os períodos de cheias e de maior vazão, consequência de chuvas mais intensas. A questão da impermeabilidade do solo também afeta de forma considerável, pois leva cada vez mais volumes de água para os esgotos e outros canais que desembocam nesses reservatórios ou  diretamente nos rios.
Vamos pensar um pouco, se há mais chuvas em certos períodos, que não são previstas ou esperadas, se há menos absorção das águas pelo solo, árvores e plantas, se, o escoamento dessas águas levam a sistema de esgoto e canalização que vão parar nos rios. Então, o volume de água pode ser muito maior que os esperados e comportados pelos reservatórios e a vazão passa a não ser suficiente para conter o transbordamento da água, ou seja, o tráfego de água é tão intenso que ocasiona enchentes.
Para o paulista e outros moradores de grandes metrópoles, mal planejadas, acostumados a ficar parado no trânsito, a situação é semelhante. Grandes volumes de água, sem espaço suficiente para fluir acabam se acumulando, a diferença de carros para a água é que a água não obedece a lógica dos carros e se amontoa e vaza para qualquer lado, não sendo controlada ou limitada pelo espaço pré-determinado para seu deslocamento. O efeito desse vazamento ou transbordamento é a enchente.
Outra situação que piora com os efeitos de chuvas mais intensas não são apenas enchentes e suas consequências devastadoras, além do perigo de transmissão de doenças. Há também o risco de deslizamentos em áreas que estão habitadas, as chamadas áreas de risco, encostas de morros e voçorocas. As pessoas que vivem nessas regiões são uma das mais afetadas pela intensidade das chuvas, que leva a deslizamentos e destruições, consequência da impermeabilidade do solo e a retirada de vegetações para dar lugar a casas que torna o solo menos resistente a enxurradas e leva a desbarranques, arrastando casas, seus  móveis, moradores e o que estiverem no caminho.
Os efeitos devastadores das chuvas também são sentidos na infra-estrutura da cidade, quedas de postes de luz e rompimento de cabos de energia afetam o fornecimento para as áreas afetas, o difícil acesso também impede o socorro aos feridos e desabrigados. O próprio sistema de esgoto fica prejudicado e pode afetar a disponibilidade de água potável em certas áreas,  dependendo dos estragos.
A resposta que o poder público dá a esses acontecimentos e o próprio tratamento, antes  mesmo da ocorrência de tragédias, é fundamental para minimizar desastres. São muitas questões, entre elas, evitar construções e ocupações em áreas de risco é algo que pode ser feito e evitaria muitas desgraças. Outro ponto é entender e respeitar os cursos, fluxos e vazões dos rios, que podem muito bem ser feito, como o caso de Seul, capital da Coreia do Sul, não é tornar marginais obsoletas, mas torná-las co-habitações para o rio e não limitações a ele. Preparar agentes, como a defesa civil para momentos como esses, equipá-los, treiná-los e mobilizá-los quando necessários, entre outras tantas iniciativas e ações.
A conscientização dos cidadãos também é um ponto importante, afinal, o lixo que se acumula e impede o maior escoamento é, em grande, parte descartado de forma imprópria por muitos. Um simples papel de bala para uns é catástrofe na certa para outros, isso por que não estamos acostumados a pensar de forma coletiva, nem no respeito mútuo. Enquanto é um simples papel de bala para um, imaginem 18 milhões desses papéis jogados na rua e escorrendo para bueiros que certamente serão entupidos. Campanhas e incentivos à reciclagem, mais a melhoria da infra-estrutura existente já seriam um bom começo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O cheiro que a sociedade exala

Para variar, hoje, um conto "fictício":


Ao entrar em um ônibus lotado quase sem espaço e sem ar para se compartilhar o empurra-empurra é algo cotidiano. Desta vez, porém, estava sentado mais ao fundo. Preparando meu espírito para as quase duas horas até chegar em casa pelo menos dessa vez seria sentado. Isso se não ceder meu lugar para alguém mais 'necessitado'.
O andar de uma carruagem seria muito mais veloz, mas nem por isso eu tento me preocupar. A questão do meu assento é mais prioritária. Chega uma senhora idosa, mas ela consegue um lugar mais à frente. Uma grávida se dirige até minha poltrona, ainda bem que tem um lugar vazio ao meu lado. Pronto, o resto pode ir à pé sem maiores problemas, pelo visto vou conseguir ir sentado hoje. Olhando em volta para aqueles olhares cansados e desanimados imagino que minha cara também esteja naquele estado, se não pior. Talvez bem pior. E olha que o dia nem foi tão puxado. Mas já é a rotina ter o ar envolto de cansaço.
Nem dez minutos se passaram e a distância não deve ter passado de uns quinhentos metros. De repente a porta do ônibus se abre e ninguém desce. Ao contrário um ser começa com dificuldades a subir as escadas. O ar vai mudando de figura, daquela sensação existente vai se sobrepondo outra. Uma espécie de indignação, desespero e desânimo. Junto um cheiro de algo comparado a um ralo de banheiro entupido.
Olha a sua volta, olha, mas sem ver e também sem ser visto. Um lugar vaga e é justamente na minha frente, putz penso eu e posso ouvir quase todos em volta dizerem quase o mesmo. Logo depois penso que esse é um pensamento vergonhoso de se ter. Por que ele não pode ter o mesmo direito de estar aí, sentado na minha frente e com o cheiro mais puro da sociedade moderna? E esse cheiro no ar é também o cheiro da hipocrisia que a sociedade finge que não vê.
Apesar das caras feias, das tentativas de taparem os narizes e de reações adversas semelhantes, as pessoas tentam ignorar ao máximo. Logo penso também que ambos os pensamentos que tive antes foram exagerados. Talvez a sociedade não tenha culpa, pelo menos não nós pobres coitados que temos que compartilhar uma lata de sardinha para nos locomover.

Enquanto a viagem vai caminhando e as pessoas tentam se acostumar, umas ainda mostram uma indignidade e descontentamento velados, outras buscam ignorar e tentar agir o mais naturalmente exceto quando o ar é mais adensado e o vento vindo das janelas se torna insuficiente. Até aí sem problemas, mais meia hora e minha viagem termina. Pessoas que vão atingindo seu destino parecem ter a face mais aliviada só pelo fato de estar perto da porta e de já não terem mais que aguentar o cheiro da sociedade.
Os lugares vão ficando vagos, quase ninguém quer chegar perto da figura que exala o cheiro da sociedade, uma senhora distraída se posiciona bem ao lado do sujeito. Fico contando o tempo e observando o olhar e a expressão da senhora.
Nos primeiros segundos tudo bem, mas logo ela começa a sentir algo diferente, sua expressão vai mudando. Olha para os lados, não vê nada. Olha para trás, nada. Até confere os sapatos para ver se não havia pisado em nada, ainda nada. De repente sua percepção parece aumentar e olha finalmente para a criatura que havia evitado. O olhar e a cara de nojo como tantas outras já haviam feito antes.
Exatamente dois minutos e quarenta segundos e a mulher vai o mais longe possível. A senhora grávida ao meu lado está quase desmaiando. Acho que os sentidos estão mais aguçados, mas até aí ela tentou se portar da forma mais natural possível. Um ponto depois, ela desce. Outra pessoa mais à frente já não suporta mais e desce também, ou será que chegou ao seu destino? Não sei, talvez nunca saberei, mas não importa.
Um casal se dirige para o local que já está virando uma zona temida e evitada, apenas algumas figuras permanecem, eu inclusive. Mas não sei se era por preguiça ou pela situação que estava suscitando tantas indagações. O casal parece apaixonado, nem percebe em que lugar estão sentando. É justamente atrás do lugar que já está virando uma quarentena sem nem precisar de aviso.
As caretas continuam, o desespero por um lado aumenta, a tentativa de agir normalidade também. Mas independentemente das escolhas e reações das pessoas a unanimidade é ignorar o "incômodo". E até a metade da viagem, ninguém incomodou ou foi incomodada diretamente pela pessoa. O cheiro parece ser a única coisa, mas já está se tornando para algumas criaturas, demais. Está se impregnado e se espalhando.
Eu olho para as pessoas nos olhos, não sei que expressão fiz, tentei ser o mais neutro, tentei olhar sem preconceito. 
Uma fração de segundo nosso olhos se encontram. Posso estar enganado, mas via um feixe de luz muito pequeno, indicava um pouco de vida no olhar do cidadão ignorado. As marcar no rosto e a feição mais cansada que a minha, mostram uma vida dura e de sofrimento. Um tempo em que os preconceitos e as dificuldades ficaram para sempre marcados.Essa fração de segundo passa a reação foi de abaixar a cabeça envergonhada de ambos os lados, mas da outra parte pareceu maior que a minha.
Não pude deixar de achar uma certa ironia, agora eu estava sendo evitado, vai saber. Como existem loucos por essa cidade, talvez possa ser para evitar alguma reação de indignidade ou violência da minha parte. Não dá para saber ou mesmo conhecer as pessoas que dividem esta viagem.
Isso se confirma com a explosão do senhor apaixonado. Nem dez minutos haviam se passado e ele grita em alto em bom som: "Nossa, tem algum esgoto a céu aberto?!". "Que fedor, hein?!" A namorada concorda, talvez não com palavras, mas certamente sua expressão de nojo era bem maior que qualquer outra na condução. Olhando com mais atenção para o casal percebi que eram religiosos, pelo menos os apetrechos que usavam assim indicavam. A reação começou a ser maior e não vale a pena reproduzir, olhando para o lado via algumas cabeças balançando. Muitas em concordância.
Não sei se isso levou a alguma reação ou se já era o ponto da pessoa que motivou esse conto, mas ela se levanta e desce no próximo ponto. Um novo encontro de olhar e a luz que já era pouca, parece diminuir. Talvez tenha sido só uma sombra, não tenho como saber. O cheiro da sociedade continua pairando no ar. Acreditei que a hipocrisia era mais forte que o próprio cheiro da sociedade.
Nem cinco minutos depois da manifestação de incômodo, o casal desce. Isso, realmente me incomodou mais que qualquer outra coisa da viagem. Mas ficar indignado não levaria a nada. Vou escrever essa situação, pensei eu....
Para muitos isso pode ser considerado um conto, uma fábula, algo com uma moral por trás ou não. Quem sabe um dia essa situação seja apenas um mito ou uma lenda....






quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um dia sem carne. A já odiada segunda foi escolhida, será que vai emplacar?

Mas será que é um dia bom? Será que vai emplacar?
As chances são boas, mas a segunda-feira já é estigmatizada,costuma ser um dia estressante, cansativo, ter de voltar ao trabalho não é agradável para muitas pessoas, voltar a rotina e encarar o resto da semana. Claro que esse é o argumento mais tosco, mas não queria sobrecarregar a pobre segunda. Também é óbvio que não é algo obrigatório e impositivo que você tenha que cumprir ou sofrer uma multa por almoçar uma picanha em plena segunda. Acho que não chega a tanto.
É uma tentativa de conscientizar para o problema da alimentação e a busca de alternativas, variar os dias, mas pelo menos uma vez por semana evitar o uso de carne e seus derivados. Pelo menos foi isso que eu entendi da campanha. Acho que a segunda foi só uma forma de simbolizar... A religiosidade pode ser útil nessa campanha, afinal na sexta-feira santa dos católicos pode se tornar mais um dia sem carne. Os judeus e muçulmanos já não comem carne de porco normalmente então é uma contribuição. Os hindus nem se falam, afinal a vaca e tantos outros animais sendo sagrados é uma benção.
Mas estava pensando nos dados apresentados e imaginando que se houver mesmo uma redução efetiva no consumo de carne, isso não significa que automaticamente essa energia economizada em água e diminuindo o efeito estufa irá mesmo beneficiar a humanidade. Sabe-se lá onde ela será usada não é mesmo? E um dia sem comer carne, também não significa redução no consumo total de carnes. Alguém sempre pode querer compensar o não-consumo de um dia em um outro qualquer...
Por isso a campanha deve também buscar a conscientização que efetive a redução do consumo e que crie alternativas e propostas para que uma economia real, mesmo que não haja um dia específico para isso.
Baseado nessa campanha poderíamos ampliar para outros setores que ajudem não só na preservação ambiental. Assim poderia ser "UM DIA por semana SEM:"

1 - Violência. Sem roubos, sequestros, assassinatos ou brigas de trânsito. Sem picaretagem ou corrupção na Política, Congresso e Repartições Públicas. O quanto será que isso economizaria?

2 - Banho. Vai dizer que você toma banho todo dia? Só evite que seja justo o dia daquela caminhada de duas horas no sol escaldante ou depois daquela ginástica e/ou academia. E para quem usa banheira, busque reutilizar a água sempre! Menos em banheiras de Motel...

3 - Carro. Vamos ampliar o dia mundial sem carro para semanal. O rodízio em São Paulo tá aí para dar uma mãozinha, em vez de sair mais cedo ou comprar outro carro, por que não contar com o velho transporte público?

4- Trabalho. Todo mundo merece folga, por que não durante a semana?!

5 - Ver Televisão. Venhamos e convenhamos que essa é a mais fácil de todas, por incrível que pareça.

6 - Internet. Tá eu sei que é praticamente impossível para muita gente viciada, eu incluso, mas não custa tentar. Que tal fazer logo um dia sem uso de Eletricidade, podemos juntar muitos itens nesse dia! Eu confesso que não conseguiria, pode ser algumas horas do dia? Tá, quando eu estivesse dormindo não valeria...

7 - Agrotóxicos.Tá certo que existem produtos orgânicos e, para mim, todos os produtos deveriam ter sua alternativa orgânica ou serem já todos orgânicos.

8 - Trocar de Roupa. Ué, menos roupa para lavar significa economia de água, a não ser que você use uma máquina de lavar. Aí você tem que esperar acumular um número significativo de roupa para não ser considerado desperdício, mas ter muitas roupas no armário, em si, já poderia ser considerado desperdício? Enfim, não troque de roupa todo dia, somente as íntimas já são o suficiente!

9 - Comprar. Sim é possível passar vários dias sem comprar nada, principalmente quando você não tem dinheiro, o importante é não comprar coisas fúteis e buscar sempre o consumo consciente. Sim, mais de dois ou três sapatos podem ser considerada futilidade. Para muitas pessoas mais de um já é muito fútil...

10 - Telefone. Essa não sei o que pode contribuir além do consumo de energia, no caso de celular e sem fio e no fim do mês para todos os caso, aliás se puderem se comunicar pela Internet (MSN, Skype e tantos outros) dizem que a emissão é menor.

11 - Música eletrônica. Querendo ou não "fanque (funk) brasileiro é "eletrônico". É só para diferenciar que tem música que não gasta energia, mas ainda pode ser de mal gosto para uns, mas não estamos aqui para discutir gosto. Bom, na verdade, estamos, mas não agora.

12 - Jogos eletrônicos. Devemos diferenciar da Internet e música, mas o princípio é o mesmo.

13 - Fila. Já pensou você chega no lugar e já é atendido o quanto que isso economizaria? Pelo menos do seu tempo....

14 - Trânsito. Em São Paulo, acho que nem os feriados prolongados estão conseguindo fazer esse milagre.

15 - Produtos Industrializados. Aquela gororoba embalada ou enlatada que às vezes você chama de janta só porque esquenta no micro-ondas pode e deve ser evitada. E larga logo o refrigerante e a cerveja, pelo menos por um dia. Aliás, o ideal, nesse último caso, seria só UMA vez por semana, e olhe lá! Pode acrescentar frituras e guloseimas a essa lista também. Não esqueça o cigarro e outras substâncias tóxicas.

16 - Poluição. Infelizmente isso nem mesmo deveria existir e não é uma coisa que se possa controlar assim tão fácil, não dá para falar que quarta é o dia sem poluição, pois mesmo que não ocorresse nenhuma emissão no dia ainda existiriam resíduos acumulados de dias anteriores. Não quer dizer que não seja uma má ideia. Um dia sem Emissão de poluentes, sem desmatamento seria ótimo.

Bom, claro que algumas dessas propostas não devem ser levadas tão a sério, existem inúmeras outras que com certeza você pensou enquanto estava lendo. Algumas das propostas acima pareceram absurdas, enquanto outras soaram razoáveis. O interessante é olhar para elas e refletir sobre sua possibilidade e importância, para você e para o mundo em geral. Se não der para fazer um dia da semana sem, que tal diminuir?
Não é um dia que muda o mundo, mas se você parar para pensar são16 sugestões, mais o dia sem carne já são 17 para uma semana de apenas 7 dias, isso é considerável. E ainda existem milhares de opções que você pode ir descobrindo.
Em um próximo texto vou tentar incluir "UM DIA por semana COM". Nossa sociedade está muito acostumada a uma visão repressora, punitiva e positivada das coisas, precisamos pensar em outras opções e outros aspectos também não só o que está errado, mas o que está e o que precisamos mais para dar certo.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Metáforas, mitos e encontros sobre as diversas formas de pensar e os diversos pensamentos ambientais.

Já se perdeu pelo título? Achou o título confuso? Muito a se pensar ou questionar ou apenas um monte de "lorotas"? Talvez, mas vamos a exposição e explicação dos motivos deste texto: Para ser mais fácil compreender vamos começar pelo final - Há diversos pensamentos e diversas formas de pensar as questões e os desafios ambientais, isso é um fato: a própria definição de ambiente e quais são os principais problemas e as ordens e prioridades a serem consideradas varia de pessoa para pessoa. Como então falar sobre o que é certo e qual a solução a ser tomada?
Vamos nos lembrar que as soluções são múltiplas e os caminhos variados, achar que há apenas um modo de agir e uma forma de pensar é cair em um erro drástico, também não significa que muitos dos caminhos e pensamentos não possam levar a lugares próximos.
Um exemplo pode ser mais interessante neste momento. Vamos considerar a questão da poluição: Há muitas variáveis envolvidas, muitos problemas a serem considerados. Quais as causas e consequências da poluição? O que podemos fazer ou qual a melhor forma para evitar ou diminuir este problema? É mesmo um problema? Podemos viver sem ela ou há um ponto em que "precisamos" dela? Inúmeras outras questões e considerações mais específicas podem ser feitas. Mas para nosso propósito fica claro o quão extensa a discussão pode chegar, isso se considerarmos uma definição só e um só tema.
Mas o que as inúmeras propostas e discussões que encontramos nas questões ambientais tem a ver com as metáforas, mitos? Vamos continuar com o tema poluição. Se considerarmos que há mais problemas do que benefícios com o que acontece hoje em dia é comum que se tente fazer algo a respeito e em diversos setores da sociedade. Os mitos e metáforas se ligam a ramos culturais, políticos e acadêmicos, escritores, contadores de história, jornalistas e muitos outros podem ser capazes de criar, narrar, divulgar e debater fábulas, "boatos", lendas, fatos que ao chegar nos ouvidos do grande público ou da massa, ou da sociedade, com queira nos classificar fora de um espaço específico ela pode virar uma teoria da conspiração (afinal quem não ouviu falar de mutações através de despejos químicos e tóxicos em determinada região, geralmente isolada, de um certo país em algum tempo)..
Todas as, ou pelo menos as melhores e mais divulgadas, histórias são aquelas que misturam fatos verídicos com
contos e fábulas com uma moral embutida: um pequeno acaso pode levar o ato de poluir a consequências desastrosas e prejudiciais, criando monstros, epidemias, até o fim do mundo. O número de doenças modernas envolvendo a poluição são inúmeras, afinal são vários os tipos de poluição também, já se ouviu falar em doenças e alergias causadas por ondas de rádio e eletromagnéticas - ainda não há provas, mas os pacientes crescem a cada dia.
Mitos e metáforas são excelentes para ensinar pessoas de qualquer idade, dentro destes contos fabulosos existem verdades e argumentos que podem ser mais contundentes e aceitos que teses e comprovações científicas. Isso ajuda a aceitar e mostrar certas situações de uma forma mais subjetiva e, às vezes, mais "sentimental", necessário para facilitar a discussão. Estas visões que são mostradas, são particulares e tendenciosas, mesmo que sejam muito bem explicadas, defesas contundentes e apaixonadas ainda são visões particulares (de indivíduos ou grupos) que podem ou não ser aceitas pela maioria da sociedade.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

O tempo da amnésia: O papel da política para a sustentabilidade.

Que lições podemos tirar do recente "espetáculo da democracia" anunciado recentemente, e ainda 'acontecendo' no Brasil? Para quem não sabe o que estou falando é sobre as eleições municipais. Embora a disputa em diversas cidades para prefeito ainda continue em todas já estão definidos quem serão os vereadores e em várias cidades já se definiram também os prefeitos. Mas por que as preocupações ambientais devem ter atenção aos acontecimentos da administração pública? Ora, quem está diretamente responsável pela manutenção e criação de ruas, iluminações públicas, escolas, hospitais, parques, reservas, coleta seletiva e uma série de outras ações que são tão comuns e familiares para a maioria da população? Infelizmente nem todos contam com esses serviços e recursos, principalmente os bairros e 'favelas', marginalizados e estigmatizados.
É através da administração de prefeitos, governadores e presidente e das legislações, feitas por vereadores, deputados e senadores, que uma cidade se estrutura e desenvolve-se. A esfera de atuação municipal é desempenhada pela prefeitura e pelos vereadores, é claro que devem respeitar normas e procedimentos definidos pelo governo Estadual, pela Constituição Federal e outros mecanismos, mas também existe certa autonomia nestas gestões, afinal para que serviriam administrações públicas representativas municipais se o governo Estadual fosse encarregado por tudo? E com que estrutura o controle estadual atuaria?
Se há um responsável direto em cada cidade pela manutenção e bem estar (hierarquias de poder descentralizados), então há formas de cobrança por parte da população, fiscalizando o que e como são feitos projetos e ações na e para a cidade. Para isso é necessário uma série de requisitos: transparência, acesso e acessibilidade, autonomia, dedicação, ética, responsabilidade entre outros indispensáveis para o governo e a governança.
Sem a existência de tais mecanismos ou sem um nível aceitável deles a oportunidade para 'desvios', erros nas ações e demoras sem justificativas aceitáveis são mais fáceis e comuns de ocorrerem. Talvez o problema esteja aí: sem haver interesses e cobranças e com certos procedimentos ocorrendo de forma cada vez mais duvidosa, sem a participação ou mesmo conhecimento da população, sem estudos sobre os impactos e conseqüências que devem ser esperadas as chances de ocorrerem falhas aumentam expressivamente. Nem sempre é por maldade ou intencionalmente, na pressa de 'crescer' e 'prosperar' há sempre os que acham que podem fazer as coisas de um jeito mais "rápido" ou de um jeito 'original' e 'novo'.
Será que as conseqüências de tais atos atingem seus objetivos e levam a prosperidade? Será que ações deste tipo são motivadas e levadas a cabo pela 'nobreza do ser' e pela pura vontade de melhorar? Ou há intenções e motivos não tão nobres assim? Cada um escolhe seus caminhos de acordo com oportunidades, interesses, gostos e desafios apresentados ao longo da vida. Além das amizades, estudos, conhecimentos e saberes, experiências e inúmeros outros fatores com que nos deparamos e, principalmente, refletimos, apreendemos e incorporamos podem mudar os caminhos ou a forma como estes são trilhados.
Voltemos ao título: por que amnésia e política? Quais as relações entre eles? Será que nos lembramos em quem escolhemos para nos representar? E mesmo que não foram os "nossos" escolhidos, será que lembramos de acompanhar o que ocorre a nossa volta? Será que participamos ou minimamente nos informamos? Há uma série de perguntas que envolvem este pensar, mas deixaremos para outra oportunidade. Nos concentraremos agora nestas questões acima expostas.
Vivemos em uma era de mudanças e adequações: a velocidade dos transportes e da comunicação atingem pontos e perspectivas inimagináveis em décadas passadas: a interconexão entre pessoas, sociedades, economias, políticas, culturas, comércios etc. se tornam cada vez mais próximos, virtual e fisicamente. Tais interações ocasionam conseqüências: elevação do consumo, que é feito por uma maior busca e exploração do ambiente, poluição, sentimentos confusos (de inadequação, perda, medos diversos) por serem as mudanças mais rápidas que o tempo de resposta do indivíduo ao 'novo tempo' são alguns dos problemas encontrados nesta era. Vários autores buscam entender as diversas implicações e reflexões complexas sobre, do e para o mundo, o fator ambiental, o fator humano e uma variedade quase infinita de questões significativas fazem parte vital do nosso cotidiano.
Infelizmente não somos seres oniscientes e dificilmente reteríamos todo o conhecimento do mundo e no momento que chegamos em um nível que achamos considerável vemos que não é nem a superfície do que existe. Não podemos cair no desespero existencial por isso, mas é só para mostrar o quanto a soberba pode prejudicar um indivíduo. Será que importa o quanto sabemos? Ou como usamos estes conhecimentos? E se eles realmente são adequados e suficientes para "nossa" realidade. O excesso e a disponibilidade de informações, ferramentas, debates tem distorcido e dividido muitas pessoas. Será que com isso perdemos muito mais tempo tentando entender o que acontece e retemos cada vez menos do que aconteceu?
São coisas para pensar e refletir, mas não podemos esquecer a intenção deste texto: que é mostrar a importância da reflexão, da cultura pelo e para o conhecimento, saberes, práticas, questionamentos, reflexões e ações de forma integrada, interativa e interessante, constantes, conectadas de forma participativa, transparente, ética. Desta forma não é fundamentar e tornar essencial e/ou subordinada a política para haver sustentabilidade ou vice-versa e sim entender que estes temas estão essencialmente ligados em conjunto, são transdisciplinares, inter e co-dependentes, ainda que únicas. Os impactos das ações humanas devem ser considerados nas mais variadas extensões: sócio-política-ambiental-cultural-econômica-bio-física-química e que as subordinações fazem parte de preferências, interesses e situações envolvendo tudo e todos.

sábado, 27 de setembro de 2008

Mais algumas experiências pessoais sobre os transportes nas cidades paulistas

Achei melhor contar essas experiências juntas, complementos da visão anterior sobre o metrô da cidade de São Paulo/SP publicado mês passado. O que incluiremos neste relato serão a visão do transporte: o pedestre, o usuário de ônibus, o motorista serão alguns dos personagens deste enredo.
Começamos pelo básico: ir a pé hoje em dia, seja na padaria ou farmácia ou mercado se torna mais difícil! Alguns fatores: O comércio de bairro se torna cada vez menor, antes negócios de famílias de várias gerações estão acabando, seja por fatores internos (como outros planos da próxima geração impedindo ou limitando a continuidade, enfermidades, má-administração, falências, etc); como externos (concorrências desleais, migrações de públicos-alvo, má-localização, etc).
A transmutação das cidades ocorre em questões de meses a ponto de deixar um local irreconhecível para quem não é frequentador assíduo de determinada região. O impacto é maior se as lembranças de um lugar evocam ou evocavam grandes emoções: "Eu costumava brincar no parquinho que existia onde hoje é tal prédio...".
Mas por que para falar do pedestre eu acabei divagando sobre a cidade e suas mudanças constantes e até sobre os negócios presentes nos bairros?
Ora, significa que comprar hoje em dia está perdendo ou já perdeu o caráter "personalista", não vamos em lojas onde sabemos o nome do dono ou vendedor de confiança e ele sabe quem somos também, onde podemos pechinchar e até termos os melhores produtos e ofertas. Vamos onde há facilidade de compra, ou seja, onde "tudo" está (shoppings, super-hiper,mega mercados), onde há "ofertas por tempo determinado e enquanto durarem os estoques...", onde há facilidades e um design bonito. Não que ocorram em todos os níveis e em todas as compras que fazemos, mas, por outro lado, é cada vez mais comum pensar nesses estoques modernos quando queremos comprar algo.
Como o comércio de bairro e familiar deixa lugar a grandes redes a opção se torna limitada: ou pagamos os preços, fazemos compras em outro lugar, ou ainda em alguns casos podemos considerar as feiras livres (e imagino até quando elas irão existir...). Mas para concluir essa enorme divagação a locomoção para se comprar é mais e mais comum e geralmente o transporte escolhido é o carro! Outra situação muito comum é o transporte escolar: muitos estudantes não moram perto da escola que estudam, e necessitam de uma carona dos pais ou de um serviço especializado e, dependendo da idade é possível usar o transporte público.
Cada uma dessas situações acrescenta uma carga significativa ao trânsito, não preciso nem comentar sobre os usuários de carros e transportes públicos que se deslocam ao trabalho. No total em cidades ultra-povoadas e sem planejamento ou alternativas o cenário mais provável é o caos. Sem contar os impactos ambientais óbvios, a saúde (física e mental) é prejudicada, o tempo que leva para se deslocar de um ponto a outro da cidade é uma viagem. Mesmo que existam certos confortos em um carro particular, os engarrafamentos afetam o motorista e passageiros.
Falar do transporte público na cidade de São Paulo é interessante. Em primeiro lugar, a até que ponto eles são 'públicos'? E quais os impactos? Sem dúvidas eles são essenciais, sem ônibus, lotações, metrôs, trens e semelhantes como chegaríamos a pontos diferentes da cidade? de um ponto a outro podem chegar a mais de 30km de distância e dependendo do meio escolhido mais de duas horas para chegar... Em certos horários ir a pé, de bicicleta, patins, skates podem ser até mais rápidos que os próprios carros, embora sejam também muito mais perigosos já que a cidade não está preparada para esses transportes. Além das motos e carros, as bicicletas também buscam seus espaços, infelizmente, na rua.
Não sei a solução 'ideal' para a mobilidade da cidade, mas acredito que sem pensar em todos os aspectos - e aqui a inclusão das necessidades e atenções especiais e singulares é fundamental -, em TODOS os tipos de pessoas e formas de transportes e sem levar em conta as diversas necessidades da população dificilmente alguma proposta se sustentará e será efetiva por muito tempo.

domingo, 24 de agosto de 2008

Transportes Urbanos e Cidades Sustentáveis - reflexões em São Paulo

São Paulo, 21 de Agosto de 2008 (mas poderia ser qualquer dia da semana)

7:45h - Estação de Metrô Carrão.
Como estou digitando dias depois do ocorrido, algumas alterações podem acontecer, mas nada que prejudique a intenção deste texto.
Como me recusei a fazer meu papel de sardinha tive tempo para escrever e refletir sobre o transporte urbano:
Primeiras impressões: - Sentido Palmeiras- Barra-Funda abarrotada/ Sentido Corintians-Itaquera - vazio.
Parece que faz tempo que está assim com tal movimento e deve ser todo dia.
Hoje, Quinta-Feira, talvez às 8:00h os trens nos dois sentidos estarão mais vazios...
Por que isso ocorre? Por que as pessoas não saem mais cedo ou mais tarde de casa? Como não ficar estressado sendo uma sardinha todo santo dia?
Será que o transporte, ou a falta dele está diretamente relacionado com a violência?
Com tantos carros nas ruas e tantas e tantas pessoas na estação de metrô mostram como a cidade é populosa; mostra também sua desorganização.
Eu, sentado de frente para uma das plataformas de trens vejo isso: de um lado lugares sobrando para se sentar; de outro falta até para respirar. Quer intimidade? Marque uma viagem de metrô no horário de pico e se prepare para grandes aventuras.
Ainda bem que não sou eu nesta rotina diária. Imagino se a pessoa consegue ser produtiva após esta maratona só para chegar ao trabalho, escola e/ou faculdade. Será que elas já pensam na volta, que provavelmente será parecida com a ida? Afinal de contas, se há deslocamento de ida e se a maioria tem o mesmo horário de trabalho, o que esperar da volta?
- 5 min. para às 8:00h
Já houve uma considerável diminuição nas filas para se entrar nos trens sentido Barra-Funda, mas ainda eles chegam na estação cheios.
O que isto tem a ver com as cidades sustentáveis?
Vamos a algumas hipóteses:
Provavelmente este bando de estressados descontam sua frustração e nervosismo em algo, ou seja, há grandes possibilidades no aumento de consumo - seja comida (as conhecidas bombas calóricas de satisfação imediata, arrisco dizer chocolate para citar um exemplo; mas também os 'fast-foods', salgadinhos e doces em geral); revistas, livros, cds, dvd, mp3, mp4 - para distrações e "tolerância" nas espera; etc. Não vamos entrar na parte de medicamentos em geral "auto-prescritos". A diminuição no rendimento, ou o baixo rendimento do trabalhador, se notado pelo empregador leva a demissão, isso sem considerar eventuais atrasos, já que imprevistos podem ocorrer.
Para resumir: má-qualidade na alimentação; estresse; desemprego; violência, assédios e abusos, são causas e/ou conseqüências prováveis neste ritmo frenético. Fora os vícios e dependências gerados.
-8:01h - As duas plataformas se encontram praticamente vazias. Até mesmo o ar é menos opressor e angustiante, ainda assim o trem sentido Barra está abarrotado.
- Vamos nos concentrar em possíveis soluções:
A mais imediata - horários alternativos de trabalho; se todos vão para a mesma região poderia haver uma escala de trabalho: algumas empresas de certo ramo poderiam começar o horário de trabalho às 6:30h, outro setor às 6:45h; outro as 7:00h e assim por diante. Por que limitar e "padronizar" o horário de trabalho? O que aparentemente ocorre hoje!
Também encontrar formas alternativas de trabalho: há possibilidade de se trabalhar em casa? A internet hoje em dia tem suas facilidades e permissividades.
- Outra solução não tão imediata – melhorias urgentes e continuas nos transportes, além de melhoria na qualidade, eficiência, segurança e pontualidade - para isso um planejamento e organização: novos caminhos, mais faixas exclusivas (mesmo que apenas em horários de pico); frota mais equipada, melhor e "maior", por exemplo, poderíamos ter ônibus apenas com assentos laterais para mais pessoas irem de pé (estilo americano), ônibus com dois andares (estilo londrino) e ônibus com preços variados (com assentos melhores, menos paradas e mais conforto).
- Aliado a tudo isso um Imperativo - desconcentração das empresas e serviços. Se a maioria dos trabalhadores se desloca para 'apenas' um determinado lugar ou região é um claro sinal de aglomeração dos postos de trabalho que a maioria dos seus empregados não podem arcar para morar perto. O que seria a melhor solução: Trabalhar perto de casa, ir a pé ou de bicicleta não só pouparia despesas e transportes, economizaria tempo e muitos outros benefícios (exercícios, menos estresse, mais tempo livre, disposição etc.)
- 8:10h - ainda cheio o trem que leva à Barra Funda e ocasionais filas se formam, mas também se nota um aumento nos intervalos entre os trens que chegam e vão.
Importante salientar que as soluções apresentadas só serão efetivas e só terão impacto significativo se forem feitas em conjunto. Nenhuma obra ou projeto faraônico se sustenta sozinho; existem muitas outras formas de melhorias, mas o fato é que ações unilaterais tendem ao fracasso ou a um sucesso ínfimo e breve. Enquanto tais alternativas não surgem a frota de carros particulares aumentam e geralmente com "UM" passageiro/motorista. As pessoas ainda enfrentam o trânsito - mas preferem assim, pois acham que por estarem sozinhas, sem aperto estão no lucro, mesmo com o aumento no gasto (manutenção, combustível, impostos).
E o que a Sustentabilidade e o ambiente têm a ver com tudo isso?!